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Hospital Antônio Prudente é autuado pelo MPCE por irregularidades no atendimento de pacientes

terça-feira, 07 de maio 2024

Na última quinta (2), o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), do Ministério Público do Estado do Ceará, autuou o Hospital Antônio Prudente, localizado na avenida Aguanambi, em Fortaleza. Segundo o órgão, a autuação aconteceu por diversas irregularidades no atendimento de pacientes. 

Foto: Reprodução

A fiscalização aconteceu  após denúncias de consumidores do Plano de Saúde Hapvida pela má prestação dos serviços de saúde no hospital. A empresa tem até 20 dias para apresentar defesa. Durante a fiscalização, o Decon constatou que o hospital não possuía salas de acolhimento para adequada classificação de risco. Diante dessa situação, o atendimento imediato, especialmente de pacientes com maior grau de urgência, tem sido comprometido. 

“A má assistência resulta em longa espera para a realização de exames e de retorno para análise médica, fazendo com que os pacientes passem horas no hospital, expostos à contaminação por outras doenças”, destacou o Decon.

Conforme o diretor de Fiscalização do Decon, Adnan Fontenele, durante a vistoria também foram identificados pacientes à espera de atendimento em local inadequado.

“Encontramos pacientes na sala de observação da traumatologia, aguardando em cima de uma maca desconfortável, por falta de leitos. Comprovamos ainda a ausência de profissional no setor de Raio-x para controlar o acesso dos pacientes”, relatou, complementando que “tal fato é inaceitável, uma vez que os consumidores pagam caro pelos seus planos privados e ainda precisam controlar as filas para evitar mais problemas”, afirmou.

Além da confirmação das denúncias, durante a ação o Decon também identificou irregularidades como banheiros fechados ao lado da recepção principal; falta de licença sanitária e de Certificado de Registro pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (Cremec) no prazo de validade; e não disponibilização do livro de reclamações do consumidor para os pacientes. 

O MPCE também destacou que, foi verificado que as reclamações são registradas em formulário disponibilizado pelo próprio hospital, inviabilizando o envio ao órgão de defesa do consumidor.

Em nota a imprensa, o hospital comunicou que reparou em um aumento significativo na procura de atendimentos devido às síndromes respiratórias virais, destacando que fez um plano de ação para adequar os serviços com a procura crescente.

“O hospital informa que observou, nas últimas semanas, um aumento na procura de atendimento, devido às síndromes respiratórias virais, e que implantou um plano de ação objetivando adequar os serviços ao volume de atendimento acima do habitual. Essa realidade atinge todas as unidades de saúde da capital. O hospital ressalta que apura as ocorrências pontuadas pelo Decon e apresentará sua defesa ao órgão no prazo concedido de 20 dias”, ressaltou.

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