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Maio Roxo: mês alerta sobre as doenças inflamatórias intestinais; conheça quais são

terça-feira, 14 de maio 2024

As doenças inflamatórias intestinais (DII) estão se tornando cada vez mais frequentes. Esse tipo de patologia altera a qualidade de vida de milhares de pessoas. Dados da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), revelam que mais de cinco milhões de pessoas em todo o mundo vivem com alguma forma de DII, parte deles adolescentes e adultos na faixa etária de 15 a 40 anos.
O gastroenterologista do Hospital São Carlos, Rede D’or, Dr Marcellus Henrique Loiola Ponte de Souza, explica que as DII representam um conjunto de condições crônicas que afetam o trato gastrointestinal, marcadas por uma inflamação persistente e recorrente. “São doenças crônicas do trato digestivo, secundárias a processos inflamatórios que levam a quadro de diarréia, dor abdominal, sangramento nas fezes e perda de peso”.
No Brasil, o registro da SBCP é de cem casos para cada cem mil habitantes no sistema público de saúde. De acordo com o Dr. Marcellus Ponte, as doenças acometem a população jovem, e muitas vezes o diagnóstico chega tardio, o que pode gerar complicações.
“Essas doenças acometem a população jovem, que muitas vezes tem o tratamento atrasado, devido a um diagnóstico tardio, levando a complicações e cirurgias que poderiam ser evitadas”, destaca o gastroenterologista.

Diagnóstico
Segundo o médico, o diagnóstico precoce é a melhor forma de se antecipar às complicações que podem incluir desde perda de peso até fístula perianal. “As principais complicações relacionadas às doenças inflamatórias intestinais são a anemia, perda de peso, obstrução intestinal e as fístulas perianais. O diagnóstico e tratamento precoces diminuem estas complicações”.
O diagnóstico das DII é feito a partir da avaliação dos sintomas e da história clínica do paciente, além das suas queixas. Após ouvir, o médico deve solicitar diversos exames que podem ajudar a identificar a doença que está causando a inflamação, como exames de imagem e colonoscopia. “A chave para o sucesso do tratamento é o diagnóstico precoce. A realização de exames simples de sangue, fezes e de colonoscopia são capazes de fornecer um diagnóstico rápido e preciso das DIIs”, finaliza o gastroenterologista.

Tipos de DII
Apesar de não serem as únicas, as principais doenças inflamatórias são a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. Enquanto uma pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, a outra é caracterizada por inflamação e úlceras no revestimento do cólon e do reto. Seus principais sintomas são diarreias, dor abdominal, sangramento nas fezes e perda de peso.
“As doenças inflamatórias intestinais têm dois tipos principais, a Doença de Crohn e a Retocolite ulcerativa. A principal diferença entre as duas é que a Retocolite ulcerativa envolve somente o reto e o intestino grosso causando diarreia e sangramento nas fezes, já a Doença de Crohn é uma inflamação que pode envolver todos os segmentos do trato digestivo e a inflamação desencadeia dor abdominal e diarreia, podendo evoluir para obstrução e perfuração dos intestinos”, explica.

Causa
Mesmo com os avanços no conhecimento das DII, as causas do problema não são específicas, mas podem estar relacionadas a fatores genéticos, imunológicos, ambientais, alimentares e de alteração da flora intestinal. Entretanto, alguns hábitos, como tabagismo e consumo de ultraprocessados podem agravar.
“Apesar do avanço no conhecimento das doenças inflamatórias intestinais, ainda não se sabe a causa destas condições clínicas. Entende-se que a inflamação é decorrente da interação do indivíduo com a alimentação e a microbiota do intestino. Uma alimentação saudável, evitar o tabagismo e não usar de maneira desnecessária antibióticos e anti-inflamatórios são os principais pontos para a prevenção”, reforça dr. Marcellus Ponte.

Tratamento
Depois de diagnosticar as DII, o tratamento inclui o uso de medicamentos anti-inflamatórios, imunossupressores, imunossupressores e modificadores de resposta biológica, buscando controlar a inflamação, aliviar os sintomas e prevenir complicações a longo prazo, além de descartar a cirurgia.
“O tratamento visa evitar as complicações e necessidade de cirurgias. É baseado no uso de medicamentos que reduzem a inflamação melhorando os sintomas dos pacientes. Infelizmente não dispomos de cura para estas doenças no momento”, finaliza o gastroenterologista.

Por Dalila Lima

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