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Milhares marcham pela legalização da maconha

segunda-feira, 25 de maio 2015

Camila Vasconcelos

Da Redação

 

Milhares de pessoas estiveram reunidas, na tarde de ontem, para a 8ª edição da já tradicional Marcha da Maconha. A concentração teve início às 14 horas, no entorno da Estátua de Iracema (Guardiã), na Praia de Iracema, em Fortaleza, e já reunia em torno de 2 mil pessoas, segundo os organizadores. No local, manifestantes de diferentes idades e de vários bairros da cidade vestiam camisas e seguravam cartazes de apoio à legalização. No final da tarde, o grupo seguiu em caminhada pela Avenida Beira Mar até o anfiteatro da Volta da Jurema, no Mucuripe.

De acordo com os organizadores, dentre os principais objetivos da Marcha da Maconha, está a criação de espaços onde indivíduos e instituições interessadas em debater a legalização da maconha possam se articular e dialogar; estimular reformas nas Leis e Políticas Públicas sobre a maconha e seus diversos usos; ajudar a criar contextos sociais, políticos e culturais onde todos os cidadãos brasileiros possam se manifestar de forma livre e democrática a respeito das políticas e leis sobre drogas; exigir formas de elaboração e aplicação dessas políticas e leis que sejam mais transparente, justas, eficazes e pragmáticas, respeitando a cidadania e os Direitos Humanos.

A marcha contou com a participação de representantes de movimentos a favor da legalização e apoiadores da causa. Nos cartazes, eles pediam a liberação da droga e a aprovação de projetos que tramitam na Câmara sobre o assunto. A Polícia Militar acompanhou todo o trajeto e não houve conflito.

“Essa marcha é a maior expressão política, cultural e artística dos usuários e dos que apoiam a legalização. Estamos reunidos para defender a regulamentação de todas as formas de uso da cannabis, tanto na indústria quanto na medicina, no uso recreativo e no uso em cultos religiosos. Estamos aqui não só para pedir que a legislação seja mudada, mas para pedir que a atual legislação seja cumprida”, afirmou o estudante e organizador da marcha, José Pinheiro Júnior.

 

Lei de drogas

Desde 2011, tramita, no Supremo Tribunal Federal (STF), um recurso que pede a revisão da lei de drogas conforme a Constituição Federal para que seja declarada a inconstitucionalidade da proibição do consumo de drogas no Brasil. Os apoiadores da causa reclamam a demora dos ministros do STF em julgar o caso. “A demora atrasa a resolução do problema. As pessoas têm que parar de morrer vítimas dessa guerra. Essa mobilização serve para divulgar e convocar toda a sociedade para unir forças nessa manifestação que, cada ano, cresce mais. Exigimos o julgamento do Recurso Extraordinário de número 635659 e a libertação imediata de todos os usuários de maconha e outras drogas que estão presos injustamente no nosso país. Precisamos dar um basta nisso!”, falou Pinheiro, complementando que “a atual lei de drogas não distingue claramente o usuário do traficante, então ela deixa a brecha para quem trabalha na ponta do sistema esse dever de dizer quem é quem. Muitos policiais, operadores da Justiça, inconformados com os avanços na legislação, têm encarcerado tanto os usuários quanto os que cultivam maconha para consumo próprio, mesmo sabendo que a atual legislação não permita que isso aconteça”, atentou.

 

O que é a marcha?

A Marcha da Maconha é um evento internacional que acontece todos os anos ao redor do mundo desde 1999. Atualmente, mais de 300 cidades realizam o evento, sempre no mês de maio. Além de Fortaleza, a manifestação acontece simultaneamente em 28 cidades do Brasil.

Realizada em Fortaleza desde 2008, o evento já está consolidado no calendário de manifestações da cidade. “Todos os anos eu participo e a cada vez ganha mais adeptos. Isso é muito importante porque vemos que estão mais preocupados em lutar. Aqui ninguém desiste”, argumentou o estudante Guilherme Cosmo.

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