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Morte de vereador em Camocim teria sido motivada por problemas no trabalho

quarta-feira, 15 de maio 2024

A morte do vereador César Araújo Veras, que foi assassinado pelo garçom Antônio Charlan Rocha Souza no município de Camocim no final do último mês de abril, teria sido causada por supostos problemas vivenciados pelo autor do crime no trabalho. De acordo com o inquérito policial, as autoridades identificaram que o garçom desejava atacar o dono do restaurante em que trabalhava de alguma forma, por isso teria marcado o proprietário e seus melhores amigos, que frequentavam o local, como alvos.
Além do vereador, Euclides Oliveira Neto, dono do restaurante, e Fábio Roberto de Castro Sousa foram feridos no dia do crime. Conforme as informações divulgadas, a investigação descobriu que, no celular de Charlan, foram pesquisados termos como “funcionário pedindo demissão”, “desrespeito trabalhista”, “trabalhador demitido”, “pagamento errado” e “patrão desrespeitando funcionário”. Também foram feitas pesquisas como “melancolia” e “tristeza permanente e profunda”.
Os policiais indicaram ainda que há a possibilidade de que o garçom tenha problemas psicológicos. Ele trabalhava há 13 anos no local onde o crime aconteceu. Antônio Charlan Rocha Souza está preso desde o dia do caso, quando atacou o vereador com um golpe de faca na região do pescoço e depois lesionou o dono do restaurante e o cliente com o mesmo objeto.
Durante a audiência de custódia, o garçom disse que conhecia as três vítimas, mas afirmou não ter desavenças com nenhuma delas. No depoimento, ele relatou que só lembrou do que havia feito quando foi pego pelos policiais na saída da cidade. A defesa pediu que fosse instaurado um incidente de insanidade mental.
César Araújo Veras não resistiu aos ferimentos e faleceu pouco tempo após o episódio que chocou a cidade. O parlamentar era líder do governo da atual prefeita, Betinha Magalhães, na Câmara Municipal da cidade e, quando tudo aconteceu, a Prefeitura de Camocim decretou luto oficial de três dias. Na época, o governador Elmano de Freitas também comentou o assunto para lamentar o óbito e classificar a ação como um “crime bárbaro”.

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