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Adoção

Na sintonia do coração

terça-feira, 12 de outubro 2021

Para tudo na vida há um tempo determinado. Nada acontece fora desse tempo e nem do caminho traçado. A história de vida de cada pessoa é escrita ao longo desse tempo. E cada história tem um caminho a ser percorrido. Com altos e baixos, pois assim é a vida, mas no final o que importa são os resultados conquistados. E foi no tempo certo e por um caminho que liga 3 mil quilômetros de distância entre Fortaleza e São Paulo que o Artur chegou para alegrar e fazer ainda mais feliz a vida da Carliete Caetano do Nascimento, 45 anos, e do Edvaldo Pompeu do Nascimento, 43.
Os dois cearenses são casados há mais de 20 anos e moravam em São Paulo. Por lá, nos idos de 2015 deram entrada no processo de adoção após duas tentativas de inseminação artificial não bem-sucedidas. Mas em terras paulistas o processo se arrastava para além do aceitável. E foi aí que os dois decidiram voltar para Fortaleza e continuar a procura pelo filho do coração em terras alencarinas.



O voo desembarcou na terrinha em 2019. Como o casal já tinha percorrido parte do processo em São Paulo, como curso psicossocial e jurídico e documentação, no Fórum Clóvis Beviláqua precisou apenas de continuidade. E não demorou muito até o menino dar os braços para Carliete ainda no primeiro encontro para um momento de puro amor na nova família.

O momento desse primeiro encontro era março de 2020, em pleno lockdown em razão da pandemia do novo coronavírus. Entre o primeiro contato do setor de cadastro do Fórum Clóvis Beviláqua até o primeiro encontro com Artur, que estava no Lar Batista, demoraram menos de 15 dias. “Foi tudo muito rápido. Ficamos impressionados. Mesmo porque achamos que por estarmos na pandemia tudo ia parar. Mas pelo contrário. Nós estávamos sem esperança, nos perguntando quando o nosso filho viria para a nossa vida? Vivemos o processo todo por videoconferência, mas o nosso primeiro encontro foi inesquecível”, conta Carliete.

A primeira visita ao menino cumpriu todos os protocolos de segurança contra a Covid-19, mas nada impediu a sintonia instantânea do amor que inundou os corações dos três. “Quando eu o vi só pensei: meu Deus, ele é lindo, ele é lindo!”. De pronto o menino deu os braços para a mãe e pronto. Uma nova família ali mesmo se formou. “No nosso primeiro contato ele ficou nos olhando fixamente e me deu os braços. Peguei ele, coloquei no meu colo e o menino ficou encantado, passando a mão no meu rosto. Só o amor explica a nossa sintonia. Em nenhum momento ele nos estranhou. Foi um amor instantâneo. Uma bênção”, disse ela.

Artur chegou à nova casa rodeado de muito amor. “É a coisa mais rica da nossa vida. O jeito como a nossa família e amigos receberam. A quantidade de mensagens e ligações. Foi uma onda de amor e carinho inexplicável. Ele trouxe muita luz para as nossas vidas”, ressalta a mamãe.

Vida nova
Artur viveu dez meses da sua vida na instituição de acolhimento. Da maternidade foi direto para o local. Aos dez meses, não sentava e quase não falava nada, mas logo começou a desenvolver e aprender palavrinhas. A primeira palavra foi papai, para a alegria dos pais. Agora, em setembro de 2021 e ainda encantada com o filho e feliz com a nova vida, a família da Carliete e do Evaldo não pensa mais em retornar para São Paulo. Vão se estabelecer definitivamente aqui. E agora, com o registro civil de nascimento de Artur Caetano do Nascimento em mãos, o futuro os aguarda para a realização de novos sonhos. Mas em família.

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