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“O cenário foi assustador”, afirma cearense ao retornar para casa após as enchentes no Rio Grande do Sul

quinta-feira, 06 de junho 2024

O Rio Grande do Sul viveu a maior tragédia climática de toda sua história. As enchentes que assolaram o estado deixaram números assustadores, que mostram a gravidade da tragédia. Conforme a nova atualização do boletim divulgado pela Defesa Civil, na última quarta (5) até o momento são 172 óbitos, 44 desaparecidos, 575.171 desalojadas e 476 cidades afetadas pelas enchentes.

Foto: Reproduçaõ/Arquivo pessoal

A cearense Alessandra Albuquerque deixou a sua casa em Canoas, no Rio Grande do Sul, na madrugada do dia 4 de maio, e retornou após 16 dias, quando o nível da água começou a baixar para realizar a limpeza do local. Segundo ela, esse momento foi difícil, pois tendo em vista o tamanho da catástrofe, não saberia qual cenário iria encontrar, todos os seus bens viraram lixo e o apartamento completamente destruído pelas águas, o que restou foi muita lama.


“A volta para casa foi um momento difícil porque nós não sabíamos o que íamos encontrar quando abríssemos a porta do apartamento e daí foi uma dor muito grande, porque ao abrir a porta nos deparamos com a realidade de todas as nossas coisas que demoramos muito para conquistar e todas estavam totalmente destruídas, virou lama, os nossos bens, todos viraram entulho e lixo”, relembra.
Logo que chegaram, se depararam com um cenário assustador, odor muito forte, lama preta espalhada por todo o apartamento. “O cenário era algo assustador. Você vê todas as suas coisas reviradas, jogadas e virada em lama, uma lama fétida, sabe, com odor muito desagradável. Então as fotos, aqueles bens que são sentimentais, guardado na memória para o resto da vida, estavam ali todos acabados”, afirma Alessandra.


Conforme a fisioterapeuta, encarar a realidade dos fatos foi o mais difícil, tendo em vista que teriam que recomeçar tudo novamente, pois o esforço e o trabalho de anos para conquistar seus bens, foram perdidos em questão de horas. Entretanto, ela destaca que apesar da dor e das perdas, não medirá esforços para conquistar tudo novamente.


“O mais difícil no retorno para casa foi encarar a realidade dos fatos que a gente ia ter que recomeçar tudo novamente, sabe? Eu não tenho apego a bens materiais, mas, na verdade, é como se fosse um luto que estamos vivendo por todas as perdas, apesar de, graças a Deus, ser só perdas materiais. Mas mesmo assim, elas têm. Cada coisa na vida da gente tem um determinado valor, exatamente pelo que já trabalhamos e nos esforçamos para conseguir. Nós trabalharemos para reconquistar tudo novamente, para comprar tudo novamente, a nossa maior esperança e saber que temos trabalho e saúde para lutar para conseguir novamente”, relata.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Aos poucos o apartamento vai ganhando vida novamente, já foi realizada toda a limpeza do ambiente com a retirada dos entulhos e da lama. Os próximos passos serão pintura, troca de piso.
“Nós já fizemos a limpeza da casa, já limpamos todos os ambientes, retiramos os entulhos, o lixo, agora está na parte de higienização da lama. Em breve nós faremos a pintura, troca do piso, fazer toda a parte de revisão hidráulica, elétrica, depois comprar móveis, louças, panelas, tudo novamente”, destaca.
Mesmo diante de toda essa tragédia, Alessandra viu uma corrente do bem se formar, amigos de Ubajara e sua família contribuíram para ajudá-la nesse recomeço. Além disso, a equipe do Cosems Ceará e do Cosems RS, organizaram uma vaquinha.


“Fiquei emocionada e grata pela mobilização e ajuda de todos. De tudo o que ficou, nesses momentos, acho que algo que é importante é que nos aproximou a família, os amigos, para as pessoas que têm consideração, que têm o afeto. Nós recebemos muito apoio, mensagens, e também tivemos o apoio de amigos que fizeram uma vaquinha e também uma campanha através de Pix, e esse valor irá nos ajudar para recomeçar”, finaliza.
Atualmente Alessandra e o marido estão na casa da filha, mas inicialmente foram para a casa da sogra da minha filha e depois para a residência da sobrinha do marido.

Por Dalila Lima

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