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Prefeitura lança novo Observatório da Mulher de Fortaleza

quarta-feira, 03 de julho 2024

As autoridades esperam que a plataforma possa contribuir para a elaboração de políticas públicas voltadas para o público feminino

A intenção da plataforma é levar a equidade para o centro das ações governamentais / Foto: Reprodução / Pixabay

A Prefeitura lançou, nesta terça-feira, 07, o novo Observatório da Mulher de Fortaleza (OMF), que disponibiliza à população dados referentes a diferentes temas envolvendo a população feminina da cidade.

Os indicadores estão organizados em estatísticas e gráficos, e a expectativa das autoridades é que contribuam para a elaboração de políticas públicas voltadas para as necessidades das mulheres.

“Ao se aproximar do Big Data, que já integrou os dados da saúde, da educação, da primeira infância e do Cadastro Único, ele vai fortalecer essa boa gestão de dados no sentido de promover as políticas de alto impacto que a gente deseja. No caso específico das mulheres, essas políticas promovem uma qualidade de vida melhor para toda a cidade, uma vez que elas constituem mais da metade da população e são, muitas vezes, as chefes de família”, explicou o vice-prefeito da capital cearense, Élcio Batista.

Na plataforma, os usuários encontram informações das secretarias municipais, contemplando majoritariamente o período entre 2021 e 2023; do Centro de Referência da Mulher de Fortaleza; bem como séries históricas de pesquisas públicas.

Durante o lançamento, a coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres de Fortaleza, Cristhina Brasil, ressaltou que a intenção é que “a equidade esteja no centro das ações governamentais dinâmicas e que todas as políticas públicas desenvolvidas em Fortaleza levem a uma igualdade de oportunidades a partir das interseccionalidades”.

De acordo com o OMF, no ano passado, quase 40% das ocorrências enquadradas na Lei Maria da Penha em território cearense foram registradas na Capital, e 24% das mortes por feminicídio do Ceará ocorreram em Fortaleza. Além disso, houve um aumento de 11% nos casos deste tipo de crime na cidade em 2022 e 2023.

Os indicadores destacam também que as mulheres enfrentam uma diferença salarial de R$ 687 e em comparação com a remuneração dos homens na cidade. Ao mesmo tempo, elas passam, em média, 10,3 horas semanais a mais que eles em tarefas domésticas e de cuidados.

“Um dos pilares deste projeto é a construção de um legado para o Município que fortaleça a cultura de dados e indicadores que se desdobrarão em ações refletidas em um orçamento sensível a gênero e raça”, pontuou Cristhina Brasil. Mais informações podem ser encontradas no endereço: observatoriodamulher.sdhds.fortaleza.ce.gov.br

Conforme a Prefeitura, a cidade já conta com ações consolidadas em áreas como assistência social, direitos humanos, segurança, transporte público e saúde, por exemplo. No âmbito do combate à violência doméstica, são desenvolvidas atividades de prevenção, como ações educativas e emergenciais de acolhimento para resguardar as vítimas.


Desde 2006, o Centro de Referência e Atendimento à Mulher Francisca Clotilde e a Casa Abrigo Margarida Alves prestam apoio socioassistencial e proteção às mulheres que sofreram violência ou estão em risco de feminicídio. Somente entre janeiro e maio deste ano, o Centro, que é o primeiro do Estado a funcionar 24 horas, já realizou mais de 3,2 mil atendimentos.

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