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Professores cearenses aderem greve nacional das federais

terça-feira, 16 de abril 2024

Os professores das três universidades federais cearenses, isto é, da Universidade Federal do Ceará (UFC), da Universidade Federal do Cariri (UFCA) e da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), deram início nesta segunda-feira, 15, ao movimento de greve que segue uma mobilização nacional envolvendo docentes, técnicos administrativos e estudantes. De acordo com a Seção Sindical dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (Adufc), a paralisação está relacionada com o reajuste salarial para 2024. O Instituto Federal do Ceará (IFCE) está com atividades suspensas desde o dia 11 de abril.

Os professores estão reivindicando um aumento de 22,71% na remuneração, dividido em 3 parcelas de aproximadamente 7% nos anos de 2024, 2025 e 2026. As negociações, porém, não estariam avançando há nove meses. “O governo federal, por sua vez, mantém a proposta apresentada no fim do ano passado de 0% em 2024 e 9%, dividido em duas parcelas de 4,5%, com a primeira paga apenas em maio de 2025 e a outra metade em 2026, gerando revolta nas categorias”, explicou a Adufc em comunicado oficial.
Conforme a entidade, o objetivo dos docentes é amenizar o impacto das perdas decorrentes da inflação nos últimos anos. Entre as outras pautas que estão sendo levantadas pelos professores, há também a equiparação dos benefícios entre servidores dos três poderes, a recomposição do orçamento das universidades, melhores condições de trabalho, a reestruturação da carreira docente e a revogação de medidas consideradas danosas aos profissionais da educação que teriam sido aprovadas em governos anteriores.

A paralisação, que segue a deliberação coletiva das seções sindicais que compõem o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), já conta com a adesão de quase 20 instituições federais de ensino superior. “Hoje é um dia muito especial porque essa atividade marca o início da nossa greve nas universidades federais do Ceará. Nessa mesma tenda, a greve foi aprovada com amplíssima maioria na Assembleia Geral”, destacou a professora Maria Inês Escobar, presidente da Adufc.
No início de abril, um plebiscito consultivo contou com a participação de 977 professores e resultou em 80% dos votantes apoiando a greve. “É recomposição salarial, mas também reestruturação de carreira andando junto. É importante que os docentes tenham uma carreira valorizada desde o seu início”, reforçou a presidente da entidade.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Educação (MEC) defendeu estar empregando “todos os esforços para buscar alternativas de valorização dos servidores da educação, atento ao diálogo franco e respeitoso com as categorias” . “No ano passado, o governo federal promoveu reajuste de 9% para todos os servidores. Equipes da pasta vêm participando da mesa nacional de negociação e das mesas específicas de técnicos e docentes instituídas pelo MGI [Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos], e da mesa setorial que trata de condições de trabalho”, disse o MEC.

Por Yasmim Rodrigues

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