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Adoção

Ser voluntário é ser feliz

terça-feira, 12 de outubro 2021

Doar. O que significa essa palavra de apenas quatro letras para você? Por que doar? Doar é um ato de amor puro. É estender a mão a quem precisa. É apoiar alguém necessitado. É fazer o bem em prol de alguém que muitas a gente nem conhece. A pandemia do novo coronavírus despertou em muitos o espírito solidário da doação e da solidariedade. É o voluntariado. Uma das formas mais genuínas de manifestar preocupação com o próximo.

Segundo dados do estudo “O Brasileiro e a Solidariedade”, de março de 2021, do Instituto Locomotiva, 27% dos brasileiros tiveram alguma atitude de solidariedade durante a pandemia, em 2020, totalizando mais de 117 milhões de pessoas.

Em Fortaleza há um público que geralmente é invisível aos olhos da sociedade e que precisa muito dessa atenção: as crianças e adolescentes institucionalizadas. Se parte a sociedade não as enxerga, há outra parte que as vê com muito amor. O amor da doação. O amor do trabalho voluntário. E é esse trabalho voluntário dessas pessoas que tem tornado a vida dessas crianças e adolescentes melhores e mais felizes. Um desses voluntários é o empresário Adauto Farias.
“Normalmente, os voluntários trazem dentro de si a vontade de ajudar outras pessoas. Os caminhos para trabalhar no voluntariado são diversos e todos são muito importantes. Um trabalho de pessoas da sociedade civil, sendo bem organizado e persistente, pode trazer muitos benefícios para as pessoas mais necessitadas”, disse ele que está à frente da Associação Viva Vida, que vem há vários anos interagindo com as instituições de acolhimento de Fortaleza e agora vai iniciar a construção de um abrigo modelo. A estrutura será erguida em um terreno cedido pela Prefeitura de Fortaleza, na Avenida Rogaciano Leite.

“Estamos criando um ambiente que, além de disponibilizar espaços de um lar normal, terá um local adequado para as crianças estudarem. Eles, os ab-rogados, têm que ter condições de estudar, quando estiverem institucionalizados, afinal de contas, é lá que eles vão ter que fazer suas obrigações escolares. Achamos que eles têm que ter um ambiente de estudo adequado nos seus lares, que, infelizmente, são as instituições. Sem isso, fica muito difícil a evolução intelectual dessas pessoas”, disse Adauto Farias que também é voluntário da casa de acolhimento Casa de Jeremias.

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Um estudo do Dr. Martin Seligman, psicólogo e professor da universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, com o título de “Filantropia versus Diversão”, mostrou que fazer o bem nos deixa mais feliz. O ponto de análise foi um experimento em que o professor dividiu seus alunos de psicologia em dois grupos. O primeiro deveria praticar atividades prazerosas, como assistir a um filme. O segundo deveria se engajar em ações filantrópicas, e um dos exemplos foi o de servir refeições para pessoas carentes.

Quando as emoções e sensações experimentadas pelos dois grupos foram avaliadas, constatou-se que os estudantes engajados em ações filantrópicas tiveram um aumento de bem-estar muito mais duradouro do que os demais.
É isso que acredita a empresária Maressa Abreu, que também é voluntária. “A alegria só é verdadeira quando é compartilhada. Não fomos criados para viver sozinhos e não adianta ser feliz sozinho. O sucesso na vida e as bênçãos que recebemos precisam ser divididos. Acredito que Deus abençoa para nos tornarmos abençoadores. A corrente do bem e doação traz felicidade para quem recebe, mas ainda mais para quem doa”, disse ela.

O mesmo sentido é o do coração do publicitário e diretor criativo da Bando Propaganda, Giácomo Chiesa Alencar Brayner: “Transformar a história de uma pessoa é algo muito valioso. Isso gera uma realização pessoal, um bem-estar interior. Por isso o trabalho voluntário é importante para quem faz e para quem é impactado”, ressalta.

É o que também acredita o engenheiro civil Aluizio Souza, que também desempenha voluntariado em prol de crianças e adolescentes institucionalizadas em Fortaleza. “A caridade e o voluntariado é um dom, uma oportunidade que Deus nos dá para que possamos levar felicidade ao próximo, mas também uma forma de ser feliz. É se sentir bem em poder ajudar sem querer nada em troca, mas sabendo que isso é uma oportunidade para que cresça na esfera espiritual. A doação sem interesse, apenas com boa vontade só traz felicidade. Ser voluntário é mais receber do que doar”, disse.


Outro que cultiva a felicidade por meio da doação é jornalista Erlan Bastos. “Em 2021 foi de muita transformação na minha vida, todas coisas boas. Me sinto muito abençoado por Deus. Sempre que oro peço proteção, saúde, prosperidade e fiz uma promessa de que conforme a minha vida fosse crescendo eu iria sempre procurar fazer boas ações. Me sinto bem, leve e muito honrado em doar e saber que a minha doação vai ajudar a cuidar de crianças que tanto precisam”.

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