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quarta-feira, 1 de dezembro de 2021.
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Servidores protestam e marcam reunião com RC

Os servidores municipais de Fortaleza ocuparam, na manhã de ontem, o Paço Municipal, no Centro, para retomada da Campanha Salarial de 2014. Durante o ato, os dirigentes do Sindicado dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort) e de outras entidades ocuparam o Auditório do gabinete do prefeito Roberto Cláudio para exigir a participação do chefe do Executivo nas negociações entre servidores e o governo municipal. Com o protesto, os servidores conseguiram agendar uma reunião com o prefeito para o dia 3 de fevereiro, às 19h, no próprio Paço.

Segundo a presidente do Sindifort, Nascelia Silva, após horas de ocupação, os representantes do Fórum Unificado dos Servidores e Empregados Públicos Municipais foram recebidos pelo chefe de gabinete, Francisco Queiroz Maia Filho, sendo, então, agendado o encontro com Roberto Cláudio. Além da reunião com o prefeito, os sindicalistas estão organizando uma manifestação para o mesmo dia, na Câmara Municipal.  Durante o protesto, que durou cerca de três horas, os servidores também decretaram estado de greve em todo serviço público municipal.

“Temos várias reinvindicações, mas a falta de diálogo com a gestão e a insatisfação com o reajuste de 5,7% no salário dos servidores são os principais motivos para decretarmos o estado de greve”, explicou a presidente do sindicato. Nascelia acrescentou ainda que “o reajuste de 5,7% não repõe nem mesmo a inflação do ano passado, pois o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 6,38%, em Fortaleza, e de 5,91% na média nacional”.

PAUTAS

Os servidores reivindicam reajuste geral de 15% na data base do funcionalismo municipal. De acordo com o Sindifort, esse índice corresponde à reposição das perdas salariais acumuladas desde a implantação dos PCCS/PECS (período 2008-2013) mais ganho real. Para os professores, é reivindicado um reajuste no percentual de 19%. Esse mês, a Prefeitura anunciou que deve atualizar o reajuste dos servidores municipais em 0,21%, passando de 5,70% para 5,91%.

Além do aumento no reajuste salarial, a pauta da campanha dos servidores contém outros 17 pontos gerais e alguns pontos específicos dos órgãos do serviço público. Dentre as reivindicações, está a autonomia administrativa, financeira e jurídica para o Instituto de Previdência do Município (IPM), a realização de concurso público em todas as áreas onde houver carência, o fim da terceirização, a melhoria nas condições de trabalho e o cumprimento das sentenças judiciais dos processos que já transitaram em julgado.

ABERTURA AO DIÁLOGO

A Assessoria de Comunicação da Prefeitura afirmou que, ontem, não havia sido agendada nenhuma reunião com o prefeito Roberto Cláudio, e que o mesmo coloca-se à disposição para o diálogo com os servidores sempre que solicitado. Sobre o aumento salarial, a Prefeitura reafirmou que o reajuste será atualizado de 5,70% para 5,91%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado, em janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A Assessoria garantiu ainda que não houve ocupação do Auditório do Paço Municipal, como foi afirmado pelos servidores. Segundo a Assessoria, o grupo foi convidado a entrar no local para uma reunião com o chefe de gabinete Francisco Queiroz Maia Filho. A Assessoria do Poder Executivo disse ainda que a mesa de negociação tem sido respeitada, inclusive com diálogos com as mesas setoriais.

NOVA MANIFESTAÇÃO

Para o dia 3 de fevereiro os servidores estão planejando um dia manifestações. “Vamos realizar paralisações neste dia, uma programação extensa que inclui uma manifestação na Câmara Municipal, cobrando o compromisso público assumido pelo vereador Evaldo Lima (PC do B), líder do governo na Câmara Municipal”, ressaltou Nascelia.  

AMEAÇA DE GREVE NA AMC

Agentes da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC), ameaçam paralisar as atividades no próximo final de semana. O grupo deve se reunir na tarde de hoje, 24, para definir os rumos da paralisação.

“Estamos tentando negociações desde junho de 2013 com a Prefeitura. Pedimos reajuste salarial e a revisão da nossa jornada de trabalho. Temos buscado uma discussão, um diálogo, mas não estamos conseguindo, então decidimos paralisar as atividades para alertar a administração. Para que a Prefeitura tome um posicionamento e dê uma resposta definitiva sobre os pontos reivindicados”, explicou o agente de trânsito e diretor setorial de trânsito e segurança pública do Sindifort, Eriston Ferreira.

Jessica Fortes

jessicafortes@oestadoce.com.br

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