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Somente 2% do público-alvo se vacinou contra a dengue em Fortaleza

terça-feira, 18 de junho 2024

A imunização contra a dengue está disponível para pessoas que tenham entre 10 e 14 anos em 18 postos de saúde desde o dia 13 de maio

Yasmim Rodrigues

154 mil crianças fazem parte do público-alvo da vacinação contra a dengue em Fortaleza/ Foto: Reprodução

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) divulgou recentemente que, após um mês desde que teve início a campanha de vacinação contra a dengue em Fortaleza, somente 2% do público-alvo, isto é, pessoas entre 10 e 14 anos, procuraram os postos de saúde para efetuar a imunização.

“Essa faixa etária normalmente não procura o posto para nenhum atendimento. A mobilização tem que ser muito maior para que eles se vacinem e, principalmente, para que completem o esquema vacinal”, explica a coordenadora de imunização da capital cearense, Vanessa Soldatelli.

Conforme as informações divulgadas pela pasta, a cidade recebeu 38 mil imunizantes para serem administrados na primeira dose, porém, somente 3.461 foram aplicados. Os números chamam a atenção, uma vez que 154 mil crianças fazem parte do público-alvo no município.

“Pais e responsáveis pelas crianças e adolescentes devem se conscientizar sobre a importância da vacinação. A dose é segura e importante para evitar sintomas graves da doença”, pontua a coordenadora.
Soldatelli esclarece que a vacina é nova, mas que passou por todos os testes necessários, como ocorre com qualquer outro imunizante, e foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pela sua eficácia e segurança.

“Ela protege contra uma doença muito grave, que é transmitida pela picada de um mosquito. A dengue pode ter sintomas leves, como também pode levar à hospitalização. A vacina é a forma mais segura para proteger e evitar as hospitalizações e os óbitos nos casos mais graves”, defende.

De acordo com dados da plataforma IntegraSUS, da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), até esta segunda-feira, 17, o Ceará já havia confirmado mais de 6,9 mil casos de dengue e duas mortes. Destes, 11 foram considerados quadros graves, e há outros 6 óbitos ainda em investigação.

Os números referentes a Fortaleza indicam cerca de 1.330 diagnósticos da doença na cidade, dos quais 4 foram considerados graves. Nenhuma morte confirmada em território cearense ocorreu na capital, porém, há três óbitos em investigação no município.

Segundo a SMS, entre janeiro e maio de 2024, houve uma redução de cerca de 61% na quantidade de casos de dengue registrados em Fortaleza, se comparados ao mesmo período do ano passado. “Essa diminuição se deve a um esforço muito grande da Prefeitura trabalhando na prevenção dos focos do mosquito, mas a gente sabe que, em períodos chuvosos e depois do verão, por exemplo, podemos ter um aumento nos números.

Para ter segurança e proteção da população, é importante eliminar os focos da doença e fazer a vacinação. A faixa etária de 10 a 14 anos é a mais atingida pela dengue e é aquela na qual mais tivemos óbitos no Brasil inteiro”, alerta a coordenadora de imunização.

VACINAÇÃO EM FORTALEZA
18 postos de saúde de Fortaleza estão disponibilizando a vacina contra a dengue desde o dia 13 de maio. Os atendimentos acontecem de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h30; e aos fins de semana e feriados, em duas unidades, das 8h às 16h30.

O imunizante protege contra os quatro sorotipos do vírus e o esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre cada aplicação.

A SMS informa que crianças infectadas com a doença precisam esperar seis meses para receber a primeira dose. No caso daquelas que ficarem doentes após já terem recebido a D1, o intervalo para a D2 não muda, porém, será necessário aguardar 30 dias desde o início da enfermidade para completar o esquema.

Para se vacinar, é necessário apresentar um documento original da criança ou adolescente, como RG ou certidão de nascimento, como também um documento original do responsável. O imunizante é contraindicado para pessoas com hipersensibilidade à substância ativa; imunodeficiência congênita ou adquirida, incluindo aqueles recebendo terapias imunossupressoras como quimioterapia ou altas doses de corticosteróides sistêmicos dentro de quatro semanas anteriores à vacinação; infectadas por HIV sintomático ou assintomático quando a função imunológica estiver comprometida; e para grávidas e lactantes.

Por Yasmim Rodrigues

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