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UPAs registraram mais de 1.500 casos de infecção urinária em 2024

quarta-feira, 17 de abril 2024

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) vinculadas à Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) registraram 1.530 casos de infecção urinária somente nos três primeiros meses de 2024. Os dados são referentes às unidades de bairros como Autran Nunes, Canindezinho, Conjunto Ceará, José Walter, Praia do Futuro e Messejana. Durante todo o ano passado, foram contabilizados 4.267 diagnósticos da doença. Uma pesquisa feita pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), revelou que, anualmente, o problema afeta sete milhões de pessoas.

A Sociedade Brasileira de Urologia explica que a enfermidade é comum, principalmente, entre as mulheres. O quadro de infecção urinária pode causar sintomas como irritação na região íntima, com dor e ardor ao urinar, esforço ao expelir urina, idas frequentes ao banheiro e sensação de não conseguir esvaziar a bexiga. “Em casos de dor abdominal, perda de apetite, febre, náuseas e vômitos, é importante procurar uma emergência”, aconselha o coordenador do serviço médico da UPA do José Walter, Dr. João Carlos Saraiva. Em casos mais leves, o auxílio médico pode ser buscado nos postos de saúde.
O profissional alerta que, dependendo do grau de infecção, a enfermidade pode ocasionar o surgimento de pus no sistema urinário e até mesmo a perda da função dos rins. “Em crianças, é comum ocorrer esse tipo de infecção, o que não quer dizer que seja normal, por isso é de suma importância que os pais levem a criança ao pediatra para que o caso seja investigado”, ressalta. A médica Luiza Marques, também da UPA do José Walter, detalha que crianças de até 3 ou 4 anos têm risco aumentado de ter infecção urinária, assim como as gestantes, em decorrência de alterações anatômicas típicas do momento, e idosos, por eventuais reduções na ingestão de água e por, às vezes, segurarem a urina na bexiga por mais tempo.

“A doença começa com uma cistite, que é um problema no trato urinário baixo. Se a gente não tratar, ela pode virar uma pielonefrite, que é uma infecção nos rins. Se esta não for tratada, isso pode causar o que a gente chama de sepse, o que é popularmente conhecido como ‘infecção generalizada’”, destaca, chamando atenção também para os quadros repetitivos. “Pacientes que têm infecção urinária de repetição sempre devem investigar o motivo. Não é recomendado fazer o uso recorrente de antibióticos, a gente tem que descobrir a causa para prevenir novas infecções”.
A Dra. Marques ressalta ainda que, em gestantes, se a infecção urinária não for tratada, a situação pode levar a um parto prematuro. “Além da desidratação, são fatores de risco: reter a urina, utilizar biquínis ou sungas molhadas por muito tempo, não se enxugar adequadamente depois de urinar e não fazer uma boa higiene da região íntima tanto do homem quanto da mulher”, afirma a médica. Aqueles que possuem a imunidade mais baixa ou que usam sondas devem ter cuidados redobrados na higienização.
A urina é responsável por eliminar toxinas do corpo, por isso, a hidratação é um fator fundamental para afastar quadros de infecção urinária. “O recomendado é ingerir 35 mililitros por quilo de peso, sendo assim, uma pessoa que pesa 60 quilos, por exemplo, deve ingerir pelo menos 2,1 litros de água por dia”, ensina o coordenador da unidade de saúde. Quanto às mulheres, o Dr. Saraiva recomenda também ações como manter a saúde ginecológica em dia, evitar o uso de roupas apertadas e urinar após a relação sexual.
Luiza Marques lembra que há estudos que apontam que alimentos cítricos podem ajudar a evitar quadros de infecção urinária por deixarem a urina mais ácida. “A principal bactéria que causa a doença tem uma dificuldade maior de proliferação em ambientes ácidos. Então, alimentos como laranja, cranberry e sucos cítricos, como o de limão, ajudam na prevenção”, sugere.

Por Yasmim Rodrigues

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