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Apoio à Ucrânia eleva risco de confronto nuclear, diz Lavrov

terça-feira, 23 de abril 2024

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta segunda-feira, 22, que o apoio das nações ocidentais à Ucrânia estava elevando o risco de que as nações que detém poder nuclear entrassem em confronto direto. “Os ocidentais estão oscilando perigosamente à beira de um confronto militar direto entre potências nucleares, o que pode ter consequências catastróficas”, alertou Lavrov apenas dois dias depois de os parlamentares norte-americanos terem aprovado mais um pacote bilionário de ajuda militar para o país governado por Volodymyr Zelensky.
Para diplomatas russos e norte-americanos, desde que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia começou, em fevereiro de 2022, houve a mais grave ruptura de relações entre o país comandado por Vladimir Putin e as nações do chamado “Ocidente”, incluindo, por exemplo, Estados Unidos, Reino Unido e França, desde a Crise dos Mísseis de Cuba em 1962.
Na visão do ministro russo, os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estão obcecados com a ideia de que a Rússia seja estrategicamente derrotada. “Particularmente preocupante é o fato de que é a ‘troika’ dos Estados nucleares ocidentais que estão entre os principais patrocinadores do regime criminoso de Kiev, os principais iniciadores de várias medidas provocativas. Vemos sérios riscos estratégicos nisso, levando a um aumento no nível de perigo nuclear”, pontuou Lavrov.
Essa não é a primeira vez que um representante russo menciona a possibilidade de um confronto nuclear. Desde o início da guerra, o assunto tem sido mencionado em diversas ocasiões e as autoridades norte-americanas afirmam estarem levando os avisos à sério, mas garantem que não detectaram nenhuma alteração na postura dos russos.
Em março, o presidente Putin chamou a atenção internacional ao afirmar que seu país estaria pronto para uma guerra nuclear, mas que, naquele momento, não via a necessidade de utilizar esse tipo de equipamento. Logo depois, a Rússia acusou os norte-americanos de tirarem de contexto as falas do seu chefe de Estado, garantindo que os comentários não eram ameaças. A porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, se manifestou dizendo entender que Putin estava reafirmando a doutrina nuclear do seu território, mas argumentou que a Rússia estaria usando uma retórica “imprudente e irresponsável” durante todo o período de guerra com os ucranianos.
Pela doutrina do país, armas nucleares são permitidas quando forem uma resposta a um ataque usando os mesmos tipos de equipamentos ou outras armas de destruição em massa; ao uso de armas convencionais contra a Rússia; ou ainda, “quando a própria existência do Estado é ameaçada”. Na época, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, inclusive, destacou que o presidente afirmou que a ideia de usar armas nucleares na Ucrânia nunca havia sido considerada.
A guerra contra os ucranianos, segundo Putin, faz parte de uma batalha secular contra um Ocidente que teria humilhado a Rússia depois da queda do Muro de Berlim pela ampliação da Otan em uma zona considerada como esfera de influência histórica dos russos. Já para a Ucrânia e aliados, o conflito está relacionado com uma conquista de terras seguindo o modelo imperial.

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