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Após ataque, primeiro-ministro da Eslováquia está em estado grave

sexta-feira, 17 de maio 2024

O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, continua em estado grave no hospital após ter sido baleado em um atentado na quarta-feira, 15. De acordo com as informações divulgadas pelo vice-premiê do país, Robert Kaliňák, Fico foi atingido por cinco tiros à queima-roupa e precisou ser submetido a uma cirurgia. Conforme o representante do governo, a situação é grave, porém, estável.
As autoridades da Eslováquia descreveram o autor do crime, que foi detido pelas forças de segurança ainda no local dos fatos, na cidade de Handlova, como um “lobo solitário”. De acordo com o ministro do Interior do país, Matúš Šutaj-Eštok, o suspeito relatou aos policiais que sua ação foi motivada pela discordância que ele sentia em relação ao governo e suas reformas.
Quando foi atacado, o primeiro-ministro de 59 anos, que voltou ao poder no ano passado, estava próximo de uma pequena multidão que esperava para encontrá-lo. O atirador estava em meio às pessoas do grupo e atingiu o premiê através de uma barreira de segurança. Ninguém mais ficou ferido no episódio. Robert Fico foi levado às pressas para um hospital local e depois transferido de helicóptero para um centro de trauma na cidade vizinha de Banská Bystrica.
A cirurgia a qual foi submetido levou mais de cinco horas e contou com duas equipes cirúrgicas. Miriam Lapuníková, diretora da unidade de saúde, detalhou que Fico estava “estabilizado, mas em estado muito grave” e que, por isso, foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na manhã desta quinta-feira, 16, Kaliňák informou que medidas estavam sendo adotadas para melhorar as condições de saúde do premiê.
Na coletiva de imprensa, o vice e o ministro do Interior estavam visivelmente abalados e afirmaram que Fico está “lutando pela sua vida”. Os representantes atribuíram o ataque ao “ódio” que teria sido espalhado por “algumas pessoas” e por meios de comunicação social. “As razões foram a decisão de abolir o gabinete do procurador especial, a decisão de parar de fornecer assistência militar à Ucrânia, a reforma do serviço público de radiodifusão e a demissão do chefe do conselho judicial”, revelou Šutaj-Eštok.
Segundo ele, o atirador já participou de protestos antigovernamentais no passado e “decidiu agir após as eleições presidenciais”. As reformas promovidas pelo premiê são polêmicas e culminaram em meses de protestos que, em sua maioria, foram mobilizações pacíficas. O nome do suspeito do crime não foi divulgado, porém, a imprensa local divulgou que se trata de um homem de 71 anos. Mais tarde, acrescentaram a informação de que ele atuava como escritor e poeta. A Associação de Escritores Eslovacos confirmou que tal suspeito é um membro do grupo.

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