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Após declarar apoio a Israel, Argentina reforça medidas de segurança

quarta-feira, 17 de abril 2024

O governo de Javier Milei, na Argentina, aumentou o nível de segurança em alguns lugares por medo de sofrer represálias do Irã diante da escalada de tensões no Oriente Médio, entre israelenses e iranianos, e devido ao apoio declarado do presidente ao país de Benjamin Netanyahu. Ainda na segunda-feira, 15, foi formado um comitê de crise que ressaltou o alerta de risco para atentados a alvos judaicos e que reforçou a segurança nas fronteiras, principalmente, na de Foz do Iguaçu, no Brasil.
O governo da Argentina acredita que no referido lado brasieiro e na Cidade do Leste, no Paraguai, existam células adormecidas do Hezbollah, que poderiam vir a ser reativadas por ordem do Irã. A fronteira com a Bolívia e a chamada “Tríplice Fronteira” também tiveram a segurança reforçada, conforme informou a ministra argentina da Segurança, Patricia Bullrich. O alerta sobre possíveis ataques a alvos judaicos é, atualmente, moderado.
Javier Milei é o único presidente latino-americano que defende o direito de legítima defesa de Israel. O chefe do Executivo do país ofereceu apoio “enfático” aos israelenses quanto à defesa da soberania, principalmente, contra o que chamou de “regimes que promovem o terror e procuram destruir a civilização ocidental”.
Após os ataques iranianos, Bullrich também reforçou o posicionamento apresentado pelo presidente, argumentando que seu país estará ao lado dos Estados que “pertencem às democracias ocidentais que compartilham valores com a Argentina”. “Milei afirmou que estamos com Israel, com a Europa e o mundo ocidental por convicção porque acreditamos na filosofia da democracia, dos direitos humanos e dos países livres”, pontuou.

Terrorismo
Além disso, na semana passada, a Justiça argentina passou a considerar o Irã como um Estado terrorista por um crime de lesa humanidade. A decisão foi proferida em relação aos casos de 1992, contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), e de 1994, em Buenos Aires, que resultou na morte de 85 pessoas. Bullrich não negou a possibilidade de um novo ataque em território argentino.
Para a Justiça, o Irã é o autor e o Hezbollah o executor das ações. “O atentado de 1994 em Buenos Aires foi organizado, planejado, financiado e executado sob a direção das autoridades do Estado Islâmico do Irã, no contexto da Jihad Islâmica, e com o envolvimento da organização política e militar Hezbollah”, defenderam os juízes da Câmara Federal de Cassação.

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