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Após fala de Milei, Espanha exige pedido público de desculpas

terça-feira, 21 de maio 2024

Os comentários feitos pelo presidente argentino, Javier Milei, sobre a esposa do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchéz, estão causando um mal estar diplomático entre os dois países. Nesta segunda-feira, 20, o ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação espanhol, José Manuel Albares, revelou ter convocado o embaixador argentino na Espanha, Roberto Bosch, para exigir um pedido público de desculpas.
Em um evento em Madrid, organizado pelo partido de extrema-direita Vox, Milei afirmou que a esposa de Sanchéz seria “corrupta” em referência a uma investigação envolvendo Begoña Gómez sobre supostos crimes de corrupção e tráfico de influência. O primeiro-ministro havia afirmado, em outro momento, que as acusações tinham uma “marcada orientação de direita e extrema direita” e o Ministério Público da cidade, inclusive, pediu que o caso fosse arquivado.
Albares, por sua vez, também acrescentou ontem que, em sua primeira visita ao território espanhol, o político argentino teria insultado as instituições do país por não ter solicitado se encontrar com qualquer uma delas. O porta-voz do governo de Milei, Manuel Adorni, deixou claro que o presidente argentino não deverá se retratar “porque não tem nada pelo que pedir desculpa”. “Na verdade, ele não nomeou Pedro Sánchez, nem nomeou no discurso que hoje gerou tanta comoção, não nomeou absolutamente ninguém do governo espanhol”, justificou. “Ele não mencionou Begoña Gómez, eles tomaram o caso como se fosse deles e, efetivamente, relacionaram o que o presidente Milei dizia com o que aconteceu com a esposa de Sánchez”, pontuou.
Além disso, Adorni relembrou o caso no qual o ministro dos Transportes da Espanha, Oscar Puente, acusou o presidente argentino de “ingerir substâncias” durante a campanha eleitoral no ano passado. O ministro espanhol não comentou sobre um cenário específico a ser aplicado caso a Argentina realmente não peça desculpas pelos comentários, mas garantiu que tomará “todas as medidas cabíveis”.
Na época em que Puente proferiu as falas sobre uso de drogas, o escritório do presidente argentino condenou as declarações e atacou Sanchéz, afirmando que ele colocava “em risco as mulheres espanholas ao permitir a imigração ilegal”, bem como prejudicava a integridade do país ao fazer acordos com separatistas. O Ministério de Relações Exteriores espanhol respondeu, pontuando que os termos usados na declaração “não correspondem às relações entre os dois países e povos irmãos”.

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