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Após inundações, Quênia tem dezenas de casos de cólera

quinta-feira, 09 de maio 2024

A Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou, nesta quarta-feira, 08, preocupação sobre a quantidade de casos de cólera que estão sendo registrados no Quênia. O país africano foi afetado por chuvas intensas que culminaram em enchentes que deixaram 257 mortos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) detalhou que, em Tana River, uma das partes mais afetadas pelas inundações, já foram contabilizados 44 casos da doença.
O coordenador residente da ONU no Quênia, Stephen Jackson, afirmou, porém, que o governo e os parceiros nacionais e internacionais devem ter condições de conter o avanço do problema. “Contivemos a cólera no passado, mas essa é uma preocupação importante”, alertou. Tal enfermidade é caracterizada por ser uma infecção intestinal aguda. A transmissão ocorre através de alimentos e água contaminados.
Em todo o leste da África, mais de 400 pessoas morreram durante a temporada de chuvas que, neste ano, foi intensificada pelo fenômeno climático El Niño que começou ainda em 2023. No fim do ano passado, fortes precipitações relacionadas com o fenômeno no Quênia, na Somália e na Etiópia causaram mais de 300 óbitos em um período em que a região estava se recuperando da pior seca das últimas quatro décadas.
“As inundações devastadoras e sem precedentes expuseram as duras realidades da mudança climática, tirando vidas e deslocando comunidades”, pontuou a diretora regional para o leste e o Chifre da África da Organização Mundial para as Migrações (OMM), Rana Jaber.

El Niño e desastre nas Américas
A combinação entre o El Niño e as mudanças climáticas do aquecimento global também geraram um recorde de desastres na América Latina e no Caribe em 2023, conforme informou a Organização Meteorológica Mundial (OMM) nesta quarta-feira. Em comunicado, a Organização destaca que o período foi o mais quente a já ter sido registrado na região e que “uma grande mudança” na distribuição de chuvas causou secas e incêndios florestais, bem como inundações e deslizamentos.
O relatório detalhou que, no ano passado, foram notificados 67 episódios de desastres meteorológicos, hidrológicos e climáticos nesses locais e que 77% desses casos envolviam tempestades e enchentes. Entre eles há, por exemplo, o furacão Otis que deixou 45 mortos e danos milionários em Acapulco, no México; a seca que resultou no nível mais baixo do rio Negro na Amazônia em mais de 120 anos; o verão mais seco no Uruguai em 42 anos; e as chuvas torrenciais que causaram mortes e deslizamentos no sudeste do Brasil em fevereiro e em países como na Jamaica, Haiti e República Dominicana no mês de novembro.

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