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Argentina começa distribuição de comidas que estão próximas do vencimento

quarta-feira, 05 de junho 2024

O governo da Argentina começou, nesta terça-feira, 04, a entregar uma parte das 5 mil toneladas de comida que estavam estocadas em dois depósitos do país. A distribuição teve início dias após ser divulgado que a administração de Javier Milei estava mantendo os insumos armazenados mesmo em meio a um cenário de aumento de pobreza que é realidade para mais da metade da população.
De acordo com o governo, os alimentos deveriam ser destinados às pessoas afetadas por catástrofes. Porém, a distribuição foi determinada porque 465 toneladas de leite em pó estariam próximas de atingir as datas de vencimento a partir de julho. Na manhã de ontem, o material começou a ser transportado por caminhões do Exército para 64 centros de distribuição da Fundação Cooperadora para a Nutrição Infantil (Conin).
Tal fundação assinou um convênio com o governo e será responsável por “certificar, mediante a apresentação de relatórios, os avanços periódicos e em um relatório final, o efetivo emprego dos alimentos nos refeitórios populares”. Na semana passada, a Justiça da Argentina determinou que o governo deveria apresentar, em um prazo de 72 horas, um plano de distribuição para os insumos que estavam sendo estocados. A Casa Rosada, porém, recorreu da decisão, argumentando que o Judiciário não deveria interferir em políticas públicas.
A administração de Milei é alvo de críticas de organizações sociais, que afirmam que o envio de alimentos para refeitórios populares de setores vulneráveis foi paralisado. O governo defende que parte dos refeitórios que recebiam recursos do Poder Público sequer existiam e que a nova gestão acabará com o “negócio da pobreza”.
De acordo com o ministério do Capital Humano, que administra depósitos de alimentos, uma auditoria constatou que não houve controle permanente do estoque e do vencimento da mercadoria. Diante da polêmica, ex-secretário da Infância e da Família, Pablo de la Torre, se afastou do cargo.
No terceiro trimestre de 2024, a pobreza em território argentino alcançou o índice de 55,5%, conforme resultados de pesquisa conduzida pela Cáritas com o Observatório da Dívida Social Argentina da Universidade Católica. A insegurança alimentar nas áreas urbanas afeta 24,7% da população. A insegurança alimentar severa, por sua vez, já atingiu os 10,9%.

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