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Argentina vive segunda greve geral do governo Milei

sexta-feira, 10 de maio 2024

O governo de Javier Milei enfrentou, nesta quinta-feira, 09, a segunda greve geral na Argentina em um período de cinco meses. Mais de 700 voos que partiriam ou chegariam de aeroportos argentinos foram cancelados, uma vez que pilotos e trabalhadores aeronáuticos aderiram ao movimento. 55 mil passageiros foram afetados pela situação, conforme informações da administradora Aeropuertos Argentina 2000.
Entre os voos cancelados, 31 envolviam o Brasil. A companhia aérea Gol confirmou o cancelamento de todas as rotas que sairiam ou chegariam nos aeroportos das cidades de Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário. A Latam também suspendeu toda a sua operação relacionada com os aeroportos argentinos.
O protesto, convocado pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), foi organizado para ter duração de 24 horas e visa criar uma manifestação contra as políticas econômicas defendidas pelo presidente Javier Milei. O primeiro movimento semelhante ocorreu ainda em 24 de janeiro, quando os protestos duraram um total de 12 horas. “Não se pode ajustar sobre os setores mais vulneráveis, queremos resolver as questões salariais”, argumentou o secretário-geral da CGT, Héctor Daer.
A mobilização começou à meia-noite e envolveu diversos serviços. O Sindicato dos Bondes Automotivos (UTA), por exemplo, foi uma das entidades que informou que o país não contaria com ônibus ou trem no dia de ontem. O sindicato La Fraternidad, de maquinistas, também se manifestou sobre o assunto e Buenos Aires não contou com o funcionamento dos metrôs. A Associação Sindical dos Metroviários e Pré-metrôs apresentou repúdio “à tarifa de transporte, ao projeto de lei de Bases e ao DNU do governo, porque não representam nenhum benefício para a maioria”.
A Federação Argentina dos Empregados do Comércio e Serviços disse estar alinhada “com as reivindicações do Movimento Trabalhista” e destacou que “os trabalhadores comerciais decidiram parar em defesa das fontes de trabalho, da indústria nacional e em defesa do sistema provisório argentino”. O sindicato que reúne os trabalhadores bancários também anunciou estar de acordo com a paralisação, bem como a Confederação dos Trabalhadores na Educação. Além deles, também aderiram os representantes de áreas como a construção civil, indústria alimentar, saúde, metalurgia, turismo, caminhoneiros e outras. Com o cenário, muitos comércios permaneceram de portas fechadas na Argentina nesta quinta-feira.
O porta-voz do governo, Manuel Adorni, criticou a CGT na quarta-feira, 08, classificando-os como “fundamentalistas do atraso”. Na ocasião, o representante da administração de Milei também pontuou que o dia seria contado para os servidores públicos que aderissem à mobilização.

Megaprojeto
O grande projeto defendido pelo presidente visa a promoção de uma série de reformas na administração pública e modifica diversas legislações. Pelo plano, também seria declarada emergência pública administrativa, econômica, financeira e energética na Argentina, o que daria ao chefe do Executivo poderes legislativos para governar nestas áreas.
A Câmara dos Deputados já aprovou o texto e o Senado deve votá-lo na próxima semana. Caso o projeto passe, o governo poderá dissolver organismos públicos, privatizar parte das estatais, liberar a importação e exportação de hidrocarbonetos e alterar as normas trabalhistas do país.

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