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Argentinos vão às ruas para manifestação contra reformas de Milei

quinta-feira, 02 de maio 2024

Milhares de argentinos se reuniram nas ruas do país nesta quarta-feira, 01, por ocasião do Dia do Trabalho, para se manifestarem contra a reforma trabalhista apoiada pelo recém-empossado presidente Javier Milei. Entre os participantes dos protestos, havia independentes e afiliados de sindicatos.
Maia Volcovinsky, membro da diretoria da Confederação Geral do Trabalho (CGT), afirmou à mídia internacional que o projeto promovido pelo novo governo da Argentina “retrocede os direitos dos trabalhadores”. “Por isso este se torna um dia de luta e protesto”, pontuou.
Pela reforma, o Executivo propôs estender o período de experiência para novos funcionários de três para seis meses ou até um ano. Além disso, foi determinada a aplicação de multas para empresas com trabalhadores não registrados, medida esta que visa incentivar a formalização. Também foi proposta a criação de um fundo que serviria como substituto para o atual sistema de indenização.
O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados da Argentina, porém, para que seja efetivamente implementado ainda precisa passar pelos senadores do país. No Senado, o partido do governo possui apenas sete dos 72 parlamentares. “Quando todos os direitos sociais, trabalhistas, sindicais e previdenciários são ameaçados, é um dia de reivindicação e defesa das conquistas e dos direitos adquiridos que se pretende violar”, defendeu a CGT ao reivindicar a data.
O principal evento aconteceu no centro da capital, Buenos Aires, no entanto atos de grupos sindicais e políticos foram realizados em todo o território argentino. Em um dos momentos, uma mulher cantou em homenagem a Eva Perón em uma janela aberta para a rua. Em entrevista, tal manifestante afirmou que deseja ver a Argentina livre “daqueles que são inimigos dos trabalhadores”. O líder sindical Rubén Aguiar, por sua vez, afirmou à mídia internacional que “estamos em um governo que não entende os trabalhadores, sua luta e a defesa dos sindicatos para os trabalhadores. Portanto, teremos dias e momentos difíceis se esse governo não mudar sua atitude em relação aos trabalhadores”.

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