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Biden faz Otan considerar China risco à segurança

terça-feira, 15 de junho 2021

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, conseguiu agregar uma dimensão militar à coalizão internacional que pretende montar para fazer frente à assertiva China de Xi Jinping. Depois de obter um comunicado mais duro contra a ditadura comunista durante o encontro do G7 no Reino Unido, o americano operou para que a Otan, aliança militar fundada em 1949 para conter a União Soviética, destacasse Pequim como um risco para os interesses de segurança do clube.

No comunicado divulgado nesta segunda (14) após a primeira cúpula da organização a que Biden compareceu como presidente, contudo, a Rússia segue como a protagonista das preocupações ocidentais. O país de Vladimir Putin, com quem Biden irá se encontrar em Genebra na quarta (6), é visto como uma “ameaça” no texto de 45 páginas. A relação do Ocidente com Moscou é a pior desde a Guerra Fria.

Mas a China é citada várias vezes no texto como um país que “apresenta desafios”. “As ambições colocadas pela China e seu comportamento assertivo apresentam desafios sistêmicos à ordem internacional baseada em regras e às áreas relevantes para a segurança da aliança”, diz o texto.

Nele, o desenvolvimento naval e nuclear dos chineses é algo a ser acompanhado de perto, assim como sua proximidade militar com Moscou. Xi e Putin têm uma aliança informal há anos, e ela ganhou mais corpo com a chegada de Biden ao poder. A Organização do Tratado do Atlântico Norte respondeu em 2020 por US$ 1,028 trilhão do US$ 1,83 trilhão gasto com defesa no mundo, de longe o maior ator nesse campo. Cerca de 70% do valor foi empregado pelos EUA.

Orçamento
A China tem o segundo orçamento militar do mundo, US$ 193 bilhões, mas qualitativamente isso significa mais, dado que os custos no país são mais baixos. A Rússia vem em quinto, sempre segundo o ranking do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (Londres), com US$ 60,6 bilhões. O documento do G7, o clube das nações mais desenvolvidas, de domingo (13), que listou a repressão em Hong Kong e a muçulmanos na China, foi chamado de difamatório pela embaixada chinesa em Londres.

O secretário-geral da Otan, o norueguês Jens Stoltenberg, evitou dizer que a China é um adversário e rechaçou a ideia de uma Guerra Fria com os asiáticos, mas vem ressaltando reiteradamente que a aproximação entre Moscou e Pequim é preocupante. O democrata Biden quer remediar o estrago deixado por Donald Trump na relação transatlântica com seus parceiros ocidentais. Na cúpula de 2019, quando a Otan completou 70 anos, o republicano deixou o encontro após o vazamento de um vídeo no qual outros líderes zombavam dele.

Os quatro anos de Trump na Casa Branca viram o mandatário inclusive ameaçar deixar a aliança se não houvesse um aumento do dispêndio militar dos sócios. A Otan mira uma meta de gasto bélico de 2% do Produto Interno Bruto de seus 30 integrantes até 2024. Hoje, apenas EUA e outros dez países cumprem o objetivo. Seis dessas outras nações integravam o bloco comunista liderado pela União Soviética até 1991, quando o império de Moscou desmoronou. Com efeito, integram o grupo que mais teme a renovada agressividade da Rússia de Putin.

Crimeia
Em 2014, quando o Kremlin anexou a Crimeia e promoveu uma guerra civil no leste da Ucrânia para impedir que o novo governo em Kiev se unisse à Otan, apenas três países da aliança gastavam mais de 2% do PIB com defesa: EUA, Reino Unido e Grécia. No caso de Atenas, contudo, a qualidade da composição de seu orçamento militar é baixa: em 2020, 75% dele foi comprometido com pessoal, um índice semelhante ao do Brasil (79%).

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