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Brasil faz apelo pela libertação de reféns sob o poder do Hamas

quarta-feira, 24 de abril 2024

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou, nesta terça-feira, 23, que o Brasil e outros 16 países, entre eles os Estados Unidos, assinaram uma nota conjunta pedindo pela libertação das pessoas que estão sendo feitas de refém pelo grupo radical islâmico Hamas desde que a violência escalou contra as forças do governo de Israel no último mês de outubro. O apelo ressalta que a situação é motivo de preocupação internacional.
“Salientamos que o acordo sobre a mesa para a libertação dos reféns permitiria um cessar-fogo imediato e prolongado em Gaza, o que facilitaria o envio de assistência humanitária adicional necessária a toda a Faixa de Gaza e conduziria ao fim crível das hostilidades. Os habitantes de Gaza poderiam regressar às suas casas e às suas terras, com preparativos prévios para garantir abrigo e provisões humanitárias”, diz um trecho do texto.
A nota também conta com as assinaturas de países como Argentina, Alemanha, Áustria, Bulgária, Canadá, Dinamarca, Espanha, França, Hungria, Polônia, Portugal, Romênia, Reino Unido, Sérvia, e Tailândia. Todas as nações citadas possuem algum cidadão sendo feito de refém pelos radicais. “Reiteramos o nosso apelo ao Hamas para que liberte os reféns e nos deixe pôr fim a esta crise para que, coletivamente, possamos concentrar os nossos esforços em trazer paz e estabilidade à região”, pontuou o grupo na mensagem.
Quando o Hamas atacou Israel no dia 7 de outubro do ano passado, aproximadamente 250 pessoas foram sequestradas. No mês seguinte, durante um breve cessar-fogo no contexto da violência que foi desencadeada na região que, historicamente já apresentava instabilidades, alguns reféns foram libertados. O cidadão brasileiro que está sob a posse do grupo radical é Michel Nisenbaum, de 59 anos, que mora em Israel desde a adolescência. No dia do ataque, outros três nacionais perderam a vida.

Escalada
Também nesta terça-feira, data em que o conflito completou 200 dias, o porta-voz das Brigadas Armadas al-Qassam do Hamas, Abu Ubaida, pediu que a guerra escalasse em todas as frentes. Em um vídeo, Abu Ubaida também elogiou o ataque perpetrado pelo Irã contra Israel no último dia 13 de abril e afirmou que a situação estabeleceu “novas regras”, desenhou “equações importantes” e confundiu “o inimigo e aqueles por trás disso”. O porta-voz ressaltou a Cisjordânia e a Jordânia, classificando-as como “uma das frentes árabes mais importantes”.
“Pedimos ao povo jordano que intensifique suas ações e levante suas vozes”, declarou, acrescentando que o Hamas estaria cumprindo suas exigências nas negociações de cessar-fogo que estão em curso. “O governo da ocupação está parando para chegar a um acordo de troca de reféns e está tentando obstruir os esforços dos mediadores para chegar a um acordo de cessar-fogo”, criticou. Nações como Catar e Egito estão envolvidas na mediação para a trégua. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores catari disse ontem que ambas as partes precisam “mostrar seriedade” para que o sucesso dos esforços seja alcançado.

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