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Brasil trabalhará por admissão da Palestina na ONU

segunda-feira, 18 de março 2024

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, cumpriu uma série de agendas nesse domingo (17) na Cisjordânia, e criticou, em discurso, “Israel e a comunidade internacional pela clara insuficiência da ajuda humanitária” desde o início do conflito em Gaza. Segundo o Itamaraty, Vieira se reuniu com o ex-primeiro-ministro palestino Mohammed Shtayyeh e discutiu estratégias conjuntas para tornar a Palestina membro pleno da Organização das Nações Unidas (ONU).
Ele também se encontrou, por 20 minutos, com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. O Itamaraty informou que os dois “trataram do atual momento do conflito israelo-palestino e da grave crise humanitária em Gaza” e que “Abbas agradeceu pelo histórico empenho e amizade do presidente Lula com a Palestina e pelacoragem ao assumir o papel de referência global em defesa dos palestinos na atual crise”.
A viagem do ministro também teve o objetivo de ressaltar o posicionamento do governo brasileiro pela solução de dois Estados, o que pressupõe a criação do Estado da Palestina. Amã, na Jordânia, Beirute, no Líbano, e Riad, na Arábia Saudita, são os outros lugares na agenda de visitas de Vieira. A viagem serve também para que sejam discutidas parcerias de cooperação técnica, de comércio e investimentos entre o Brasil e esses países.
Na última quinta-feira (14), em audiência no Senado, Mauro Vieira falou longamente sobre a posição do Brasil em relação à guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas. Ele destacou que o Brasil condenou os ataques realizados pelo grupo terrorista em outubro do ano passado, mas criticou duramente a resposta israelense.
Até ontem, mais de 31,6 mil pessoas morreram na Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas. “É preciso condenar e repudiar a atrocidade do ataque terrorista sofrido por Israel no dia 7 de outubro. Sim, Israel tem o direito de defender sua população, mas isso tem de ser feito dentro de regras do direito internacional. A cada dia que passa, no entanto, resta claro que a reação de Israel ao ataque sofrido tem sido extremamente desproporcional e não tem como alvo somente aqueles responsáveis pelo ataque, mas todo o povo palestino”, disse Vieira.
Segundo a Agência Brasil, o ministro classificou de “imoral” e “ilegal” a ação de Israel na Faixa de Gaza. Ele informou que o Brasil manterá a contribuição para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA). “Vou dizer de forma alta e clara: é ilegal e imoral retirar o acesso das pessoas à comida e à água. É ilegal e imoral atacar operações humanitárias e quem está buscando ajuda. É ilegal e imoral impedir os doentes e feridos de assistência de saúde. É ilegal e imoral destruir hospitais, locais sagrados, cemitérios e abrigos”, disse Vieira em discurso na capital da Autoridade Palestina.

Invasão
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou nesse domingo que a pressão internacional não impedirá Israel de lançar ofensiva contra Rafah, cidade no sul da Faixa de Gaza onde mais de 1,5 milhão de palestinos se refugiam da guerra, segundo a ONU. “Nenhuma pressão internacional nos impedirá de alcançar todos os objetivos da guerra” contra o Hamas, declarou em comunicado. “Vamos agir em Rafah. Levará algumas semanas, mas acontecerá”, acrescentou, durante reunião do governo.
A expectativa da invasão tem provocado reações até mesmo em aliados mais próximos. Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou em entrevista à emissora MSNBC que a abordagem do premiê israelense em relação à guerra “mais prejudicava do que ajudava” e disse que Rafah representava “uma linha vermelha”, um limite intransponível à ação de Tel Aviv.

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