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Mundo

Campanha pede liberdade de expressão nos EUA

quarta-feira, 26 de janeiro 2022

Elaborada pela Fundação para os Direitos Individuais na Educação (Fire, na sigla em inglês), uma campanha publicitária nos Estados Unidos chama a atenção para a importância da liberdade de expressão, um direito que, diz o anúncio, “nunca é tão perigoso quanto aqueles que tentam silenciá-la”.

Trata-se da primeira vez que a organização, baseada na Filadélfia e que há 20 anos atua em defesa dos direitos de estudantes e professores das universidades americanas, realiza uma iniciativa em nível nacional para conscientizar sobre o tema. Pela segunda semana consecutiva, a campanha estampou a revista do New York Times, suplemento das edições de domingo do principal jornal americano.

O ineditismo não é sem motivo: crescem os projetos de lei que cerceiam a liberdade de expressão nas instituições de ensino do país, e nem a derrota de Donald Trump, padrinho do tema, arrefeceu o cenário.
A Fire realizou, no último ano, uma pesquisa com 37 mil alunos das 159 melhores universidades dos EUA para ouvi-los sobre as experiências que tiveram com a liberdade de expressão em seus campi. O levantamento expôs o tema que, talvez, seja o principal ponto crítico: a desigualdade racial. Metade dos respondentes identificou esse como o assunto mais difícil para debater com colegas e docentes.

Discussão
A discussão não se torna sensível apenas pela existência do racismo estrutural no país, mas também devido ao aumento de projetos que buscam cercear o debate sobre o tema, em especial a teoria crítica da raça, escola de pensamento fundada por professores negros e latinos na década de 1980.

Esse tipo de lei da mordaça avança no ensino superior e, em especial, no ensino básico. Monitoramento atualizado da plataforma Education Week mostra que, desde janeiro de 2021, 35 dos 50 estados americanos apresentaram projetos de lei ou tomaram outras medidas que restringiram o ensino da teoria crítica ou limitaram como os professores podem falar sobre racismo com seus alunos.
Catorze estados de fato impuseram proibições e restrições: Idaho, Oklahoma, Tennessee, Texas, Iowa, Flórida, Utah, Montana, Dakota do Norte, Virgínia, Alabama, Carolina do Sul, Geórgia e New Hampshire.

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