32 C°

.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

aniversario
aniversario

Mundo

Candidato da oposição não assina acordo sobre eleições venezuelanas

sexta-feira, 21 de junho 2024

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sete outras pessoas que concorrerão à liderança do país no próximo mês de julho assinaram um acordo para garantir que o resultado da votação seja respeitado. No entanto, Edmundo González, que é o principal nome da oposição ao governo, não participou da assinatura, argumentando que a atual administração venezuelana violou o Acordo de Barbados, que foi assinado no ano passado entre o governo e a oposição para que o pleito fosse viabilizado em 2024.


“Este acordo foi violado por uma das partes, que rescindiu um convite a observadores internacionais da União Europeia e aumentou a perseguição de líderes e apoiadores de nossa campanha”, denunciou o candidato, fazendo referência à decisão tomada pelas autoridades do país em maio, sob a justificativa de que sanções foram mantidas por parte dos europeus. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, chegou a comentar sobre o tema no início deste mês, afirmando ter expectativas de que “as sanções em vigor contra a Venezuela possam ser levantadas, de modo a contribuir para que o processo eleitoral possa seguir adiante em clima de confiança e entendimento”.

Na mesma ocasião, Lula disse ter ressaltado, em um telefonema, ao seu homólogo venezuelano sobre a importância da atuação de observadores internacionais durante o processo eleitoral, e manifestou o seu apoio ao Acordo de Barbados. O caso dos observadores internacionais, no entanto, não é a única controvérsia envolvendo as eleições na Venezuela. Em janeiro, os Estados Unidos confirmaram que retornariam a impor sanções contra o setor de petróleo e gás em razão do impedimento da candidatura de María Corina Machado, da oposição, cuja inabilitação política foi ratificada pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).

O Brasil também já expressou preocupações quanto à confiabilidade e a transparência das eleições que estão por vir, principalmente diante dos relatos de uma outra representante da oposição, Corina Yoris, que afirmou ter sido impedida de se inscrever para concorrer à presidência. Yoris, que havia sido indicada por Machado, contou ter encontrado dificuldades para incluir seu nome entre as opções de voto e disse que chegou a ir presencialmente ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), mas não obteve sucesso.

Na última quarta-feira, 19, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, reforçou que as eleições são a melhor saída para que a Venezuela enfrente sua crise. “Temos mantido interlocução com o governo e oposição, todos parecem considerar que a realização das eleições em 28 de julho próximo é a melhor forma de enfrentar a crise venezuelana”, pontuou, reiterando que a presença de observadores internacionais é importante, e que o Brasil enviará representantes.

Em meio às polêmicas, em abril, Maduro definiu as preocupações internacionais sobre o pleito como um “circo”. “Começou o circo, começou a campanha, há nervosismo em Washington, (…) há nervosismo na direita regional, deixem de ser nervosos”, declarou. O acordo assinado entre o presidente e outros candidatos tem nove pontos e foi apresentado pelo CNE, que sofre críticas por alguns acreditarem que tal órgão seja apenas uma extensão do partido político que está no poder.

hoje

Mais lidas

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com