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“Circo”, diz Maduro sobre preocupações com eleições venezuelanas

quarta-feira, 03 de abril 2024

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que as preocupações de outros países com o processo eleitoral da Venezuela são um “circo”. “Começou o circo, começou a campanha, há nervosismo em Washington, (…) , há nervosismo na direita regional, deixem de ser nervosos”, disse o presidente que deverá se candidatar para um novo mandato no próximo mês de julho. Diversas nações, inclusive o Brasil, têm demonstrado preocupações quanto à confiabilidade e a transparência das eleições que estão por vir, principalmente após relatos de que a representante do maior bloco de oposição ao governo, Corina Yoris, foi impedida de se inscrever para concorrer à presidência.
Maduro afirmou que seu país possui um dos sistemas eleitorais mais confiáveis, transparentes e auditados do mundo e acusou os norte-americanos de estarem liderando uma campanha para deslegitimar o sistema de votação venezuelano. “Na Venezuela, haverá eleições livres, verificadas, garantidas e ponto final”, garantiu o líder político.
Recentemente, Yoris denunciou que não conseguiu registrar sua candidatura virtualmente e, quando foi presencialmente ao Conselho Nacional Eleitoral, também não conseguiu incluir seu nome entre as escolhas para presidente. Ela era a candidata indicada por María Corina Machado, um dos principais nomes da oposição, que também não poderá concorrer pois foi impedida pela Justiça de ocupar cargos públicos por um período de 15 anos.
Em nota, o Itamaraty avaliou que o impedimento de Yoris não estava conforme o que foi estabelecido no Acordo de Barbados, firmado no ano passado para a garantia de que houvesse eleições livres na Venezuela. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela disse que o texto brasileiro parecia “ter sido ditado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos” e que os comentários feitos “são carregados de profundo desconhecimento e ignorância sobre a realidade política na Venezuela”.
Na época, a chancelaria venezuelana também ressaltou que tem mantido “uma conduta fiel aos princípios que regem a diplomacia e as relações amistosas com o Brasil, sendo que em nenhuma hipótese, emite, nem emitirá juízos de valor sobre os processos políticos e judiciais” em território nacional.
No último mês, uma missão da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou que estaria ocorrendo uma reativação da repressão política contra opositores na Venezuela, citando prisões arbitrárias e desaparecimentos. O governo de Maduro classificou as acusações como infundadas.

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