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Mundo

Corpo de brasileiro refém do Hamas é sepultado em Israel

segunda-feira, 27 de maio 2024

O corpo do israelo-brasileiro Michel Nisenbaum, que estava entres os reféns do grupo radical islâmico Hamas, foi sepultado neste domingo, 26, na cidade de Ashkelon, em Israel. O brasileiro foi uma das três vítimas fatais recuperadas pelo exército de Benjamin Netanyahu na última sexta-feira, 24. Nisenbaum tinha 59 anos e, segundo os militares, foi morto ainda no dia 7 de outubro, quando houve o ataque que desencadeou a escalada de violência entre Israel e Hamas em Gaza. Centenas de pessoas marcharam no cortejo fúnebre que deu adeus ao brasileiro.
Em dezembro do ano passado, a irmã da vítima compareceu a uma audiência no Senado Federal que debateu a guerra no Oriente Médio. Na ocasião, ela descreveu a dor da família por não ter notícias de Nisenbaum desde que o Hamas perpetrou o ataque em outubro. “Nós estamos com uma dor na nossa alma. O nosso coração está pingando sangue. Eu não tenho palavras para poder explicar o que está se passando com toda a nossa família. A nossa mãe, a todo tempo, chora, e ninguém tem palavras para consolá-la”, lamentou Mary Shohat.
No mesmo momento, Shohat detalhou que o irmão falou pela última vez com a filha, Hen Maluf, no dia dos fatos para que ele buscasse a neta em uma base militar. Depois disso, a filha teria tentado telefonar diversas vezes, mas não obteve retorno do pai. “Quem respondeu ao telefone foram os terroristas, que gritaram com ela em árabe”, relatou. Nisenbaum nasceu na cidade de Niterói, mas morava em Sderot e trabalhava como técnico em computação. Era pai de duas meninas e avô de cinco netos. Depois do desaparecimento, o computador utilizado por ele foi encontrado na Faixa de Gaza e o carro que dirigia foi localizado carbonizado em uma estrada.
Antes mesmo da família falar com o Senado, o embaixador do Brasil em Israel, Frederico Meyer, já havia comentado o caso e garantido que as autoridades estavam fazendo “tudo ao seu alcance para ajudar na libertação do brasileiro e dos demais reféns”. Após a confirmação do óbito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter recebido a notícia com “imensa tristeza”. “Conheci sua irmã e filha, e sei do amor imenso que sua família tinha por ele. Minha solidariedade aos familiares e amigos de Michel”, disse Lula. “O Brasil continuará lutando, e seguiremos engajados nos esforços para que todos os reféns sejam libertados, para que tenhamos um cessar-fogo e a paz para os povos de Israel e da Palestina”, acrescentou o chefe do Executivo nacional nas redes sociais.
Além do brasileiro, também foram recuperados os corpos de Hanan Yablonka e Orion Hernandez Radoux, que tinham 42 e 30 anos respectivamente. Ambos foram mortos no festival de música Nova, que ocorria próximo à Gaza. A identificação foi feita pelo Instituto Forense Nacional de Israel e pela polícia israelense.

A guerra
Com o ataque do dia 7 de outubro, o Hamas tirou a vida de cerca de 1.200 pessoas e sequestrou mais de 250 indivíduos. De acordo com a mídia internacional, ainda há 121 reféns. Em resposta, Israel lançou uma operação em Gaza que, até o momento, já matou pelo menos 35.800 palestinos, segundo o Ministério da Saúde local. Uma autoridade egípcia informou à CNN que as negociações para que haja um cessar-fogo na região, que enfrenta uma grave crise humanitária, deverão ser retomadas na terça-feira, 28, no Cairo.

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