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Depois de noite de protestos em Israel, Netanyahu defende continuidade da guerra

segunda-feira, 01 de abril 2024

Depois de uma noite de protestos massivos em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se pronunciou neste domingo, 31, para defender a continuidade da guerra contra o grupo radical islâmico Hamas. “Como primeiro-ministro de Israel, estou fazendo tudo e farei tudo para trazer nossos entes queridos para casa […] Seus entes queridos são nossos entes queridos”, defendeu o premiê, acrescentando que nada impedirá a operação em Rafah, onde estão refugiados mais de 1 milhão de palestinos.

Dezenas de milhares de pessoas estiveram reunidas em Tel Aviv no sábado, 30, e Netanyahu considerou que aqueles que duvidam dos esforços do governo para libertar os reféns estão enganados e também estão fazendo com que os outros se enganem. Entre as demandas do protesto, além do fim da guerra em Gaza, havia pedidos pela ­destituição do primeiro-ministro, que respondeu afirmando que convocar eleições no momento atual “paralisaria as negociações para a libertação dos nossos reféns e poria fim à guerra antes que seus objetivos fossem alcançados”.”O primeiro a celebrar isso seria o Hamas”, argumentou.

O porta-voz do Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas, Haim Rubinstein, acredita que os protestos do último fim de semana marcam um ponto de virada nas manifestações que estão ocorrendo desde que a guerra com o Hamas teve início, há quase seis meses. “Esta noite é nada menos do que um divisor de águas na luta para devolver os 134 sequestrados e sequestradas que estão morrendo nos túneis do Hamas. As famílias estão fartas […] Tudo explodiu numa noite, quando todos juntos entregaram uma mensagem clara a Netanyahu: Não permitiremos que você impeça um acordo”, declarou.

Na visão de Netanyahu, Israel está mantendo uma posição de flexibilidade quanto às negociações em curso para um cessar-fogo e a libertação dos reféns. “Estou comprometido a trazer todos os reféns para casa, homens e mulheres, civis e soldados, vivos e aqueles que foram mortos. Não deixaremos ninguém para trás. E, com a ajuda de Deus, vamos conseguir juntos. Vamos vencer”, pontuou o primeiro-ministro no discurso.

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