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“Difícil acreditar”, diz Rússia sobre autoria de Estado Islâmico

quinta-feira, 28 de março 2024

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, reforçou nesta quarta-feira, 27, o posicionamento do governo russo de desconfiança quanto à autoria do Estado Islâmico no atentado que ocorreu em Moscou na última sexta-feira, 22, e que deixou, pelo menos, 140 mortos. Para ela, é “extremamente difícil de acreditar” que o grupo terrorista, que assumiu a responsabilidade pelo caso, seja o verdadeiro culpado. Na data, quatro homens invadiram a Câmara Municipal de Crocus e dispararam contra as pessoas que estavam assistindo a um show de rock.
Zakharova reiterou que a Ucrânia está por trás do ataque, o que já havia sido citado pelo diretor da agência de segurança mais poderosa da Rússia, Alexander Bortnikov. A autoridade afirmou na terça-feira, 26, que os Estados Unidos e o Reino Unido teriam auxiliado os ucranianos no episódio. “Acreditamos que a ação foi preparada pelos próprios radicais islâmicos e facilitada pelos serviços especiais ocidentais”, disse.
Questionado se os norte-americanos e os britânicos estavam envolvidos, Bortnikov respondeu que “Achamos que é esse o caso. Em qualquer caso, estamos agora falando sobre a textura que nós temos. Esta é uma informação geral”. No mesmo dia, o secretário de Relações Exteriores britânico, David Cameron, respondeu às acusações proferidas pela plataforma “X” e as classificou como “totalmente absurdas”.
A Ucrânia já negou qualquer participação no ataque e os Estados Unidos afirmam ter provas de que a ação foi realizada pelo ramo afegão do grupo, Estado Islâmico Khorasan. Para Zakharova, no entanto, o Ocidente se apressou em atribuir a responsabilidade aos terroristas como uma forma de desviar a culpa da Ucrânia e dos governos ocidentais que a apoiam. “Eles precisavam urgentemente chegar a algo, então recorreram ao ISIS, tiraram um ás da manga e, literalmente, algumas horas após o ataque terrorista, a mídia anglo-saxã começou a disseminar precisamente essas versões”, acusou.
O presidente Vladimir Putin confirmou que a atitude criminosa foi efetuada por militantes islâmicos, mas não afastou a possibilidade de que a Ucrânia tenha tido um papel no caso. Segundo ele, alguém do lado ucraniano preparou uma “janela” para que os atiradores tentassem escapar pela fronteira, o que não ocorreu, pois eles foram capturados no oeste da Rússia ainda na sexta-feira. O chefe do Kremlin também relacionou o episódio com uma série de ataques pró-ucranianos que, segundo ele, fariam parte de estratégias para “semear o pânico”.
O líder de Belarus, Aleksandr Lukashenko, também já se manifestou sobre o assunto argumentando que os homens armados teriam tentado fugir por seu país antes de seguirem em direção à Ucrânia. “É por isso que não puderam entrar em Belarus. Eles foram vistos. Foi por isso que deram meia volta e foram para a área russo-ucraniana da fronteira”, defendeu.
É importante lembrar que, ao falar sobre as suspeitas das autoridades russas, Alexander Bortnikov acrescentou que o país ainda não conseguiu identificar quem são os responsáveis específicos pelo ordenamento do crime que está sendo considerado o ataque mais mortal no território nos últimos vinte anos, mas prometeu que seriam tomadas medidas de retaliação. Também não foi divulgada qualquer evidência que comprove a argumentação sobre o envolvimento da Ucrânia, com quem a Rússia está em guerra desde fevereiro de 2022, e não há explicações sobre como os serviços de segurança do país de Vladimir Putin não conseguiram impedir o caso.

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