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Eleição de Putin demonstra apoiode russos ao presidente, diz Kremlin

terça-feira, 19 de março 2024

O governo russo afirmou nesta segunda-feira, 18, que o resultado das eleições presidenciais que deram a Vladimir Putin um novo mandato de seis anos demonstra o nível do apoio popular dos russos ao presidente. O chefe de Estado obteve 76 milhões de votos, o que corresponde a 87% das urnas, sendo esta a maior vitória na história da Rússia pós-soviética. A participação da população no pleito foi superior a 77%, igualmente a maior da história pós-soviética.
O porta-voz do governo, Dmitry Peskov, classificou a conquista como “a confirmação mais eloquente do nível de apoio da população do país ao seu presidente e da sua consolidação em torno dele”. Na mesma oportunidade, Peskov aproveitou para comentar sobre as críticas feitas pelos norte-americanos à votação, uma vez que eles consideraram que “obviamente não foram livres nem justas”. “Discordamos veementemente desta avaliação dos Estados Unidos […] Essas avaliações são esperadas e previsíveis, dado que de fato os Estados Unidos são um país profundamente envolvido na guerra na Ucrânia. Este é um país que está, de fato, em guerra conosco”, pontuou o representante do governo.
Os Estados Unidos ressaltaram que Putin prendeu oponentes e impediu que outros concorressem contra ele. Para Peskov, se o ocidente quiser falar sobre ilegitimidade, seria necessário classificar os 87% dos votos dados ao presidente russo como igualmente ilegítimos. “Isso é um absurdo”, destacou, acrescentando que tal opinião não era algo que “estamos prontos para ouvir ou que seja importante para nós”.
Quanto aos apelos de alguns ativistas para que a votação seja desconsiderada, o porta-voz citou a viúva do opositor Alexei Navalny, Yulia Navalnaya. “Há muitas pessoas que se separaram completamente da sua terra natal. A Yulia Navalnaya que você mencionou está se movendo cada vez mais para este campo de pessoas”, disse, detalhando que esse grupo de indivíduos “perdem as raízes, os laços com a sua terra natal, perdem a compreensão da sua terra natal e deixam de sentir o pulso do seu país”.

Reação internacional
Líderes da Bolívia, de Cuba e da Venezuela parabenizaram Putin pela reeleição. “Nossos sinceros parabéns pela reeleição do Presidente Vladimir Putin. É uma prova irrefutável do reconhecimento do povo russo à sua administração. Continuaremos a fortalecer os laços entre Cuba e a Rússia, em setores identificados para o bem-estar do nosso povo”, disse o presidente cubano Díaz-Canel. “Foi um processo eleitoral impecável que nos últimos três dias comprovou de forma exemplar a sua participação democrática. Saudações a todo o povo russo e ao partido Rússia Unida”, declarou o chefe de Estado da Venezuela, Nicolás Maduro.
Além dos norte-americanos, também se manifestaram contrariamente sobre o assunto o Reino Unido, a Alemanha e a Eslováquia. “Ao realizar eleições ilegalmente em território ucraniano, a Rússia demonstra que não está interessada em encontrar um caminho para a paz. O Reino Unido continuará prestando ajuda humanitária, econômica e militar aos ucranianos que defendem a sua democracia”, prometeu o Ministério das Relações Exteriores, Commonwealth e Desenvolvimento do Reino Unido.
“O governo de Putin é autoritário, ele depende da censura, repressão e violência. As ‘eleições’ nos territórios ocupados da Ucrânia são nulas e sem efeito e outra violação do direito internacional”, escreveu o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha em um post nas redes sociais. A presidente da Eslováquia, Zuzana Čaputová, considerou que “as ‘eleições’ da Rússia careciam de justiça e liberdade de escolha”. “O processo encenado nos territórios ocupados da Ucrânia é uma grave violação do direito internacional e nunca poderá ser reconhecido pela comunidade internacional”, garantiu.
O chefe de política externa da União Europeia (UE), Josep Borrell, afirmou que a votação aconteceu em um ambiente altamente restrito e que o bloco lamentava a decisão das autoridades russas de não convidar observadores internacionais.

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