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Em resposta ao ocidente, Rússia vai realizar exercícios nucleares

terça-feira, 07 de maio 2024

Após líderes de potências ocidentais falarem sobre a possibilidade de enviarem tropas para auxiliar a Ucrânia contra as forças russas, o presidente Vladimir Putin anunciou que, “em um futuro próximo”, seu país realizará exercícios com equipamentos nucleares. A informação foi divulgada pelo Ministério de Defesa da Rússia nesta segunda-feira, 06.
Conforme a pasta, o objetivo dos exercícios é garantir o “treinamento da preparação e uso de armas nucleares não estratégicas”. Na nota, publicada através da plataforma Telegram, o ministério detalha que a decisão foi tomada com base em uma orientação do “comandante-em-chefe supremo das Forças Armadas da Federação Russa”, ou seja, o próprio Putin.
Para o governo russo, as declarações de líderes ocidentais sobre o conflito que está ocorrendo contra a Ucrânia foram classificadas como “provocadoras” e entendidas como “ameaças”. Os exercícios ainda não tiveram a data e o local de realização informados, porém, devem envolver a Aeronáutica, a Marinha e as Forças do Distrito Militar do Sul, cuja sede é bem próxima da Ucrânia e abrange as regiões do país comandado por Volodymyr Zelensky que a Rússia reivindica como novos espaços de seu território.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, denunciou que as autoridades estariam falando sobre a “intenção de enviar contingentes armados para a Ucrânia, ou seja, de colocar soldados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) diante das Forças Armadas russas” e citou o líder francês, Emmanuel Macron, considerando que a retórica do presidente era “muito perigosa”. Na semana passada, Macron reforçou seu posicionamento sobre um possível envio de tropas para a Ucrânia. “Se os russos conseguirem romper as linhas da frente, se houver um pedido ucraniano – o que não é o caso hoje – deveríamos levantar legitimamente a questão”, defendeu. Peskov ressaltou ainda declarações de funcionários de alto escalão de países como Reino Unido e Estados Unidos.

Alerta frequente
Essa não é a primeira vez que o chefe de Estado russo comenta sobre a possibilidade de que a guerra contra a Ucrânia venha a culminar em um conflito nuclear. Em outubro do ano passado, inclusive, o governo anunciou que Putin supervisionou lançamentos de mísseis balísticos em manobras de simulação sobre um “ataque nuclear em larga escala”.
No final do último mês de abril, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, alertou que o apoio das nações ocidentais à Ucrânia estava elevando o risco de que os países com poder nuclear entrassem em confronto direto. “Os ocidentais estão oscilando perigosamente à beira de um confronto militar direto entre potências nucleares, o que pode ter consequências catastróficas”, declarou.
Antes disso, em março, Putin garantiu que seu país estaria pronto para uma guerra nuclear, mas reforçou que, naquele momento, não via a necessidade de utilizar esse tipo de equipamento. O assunto ganhou repercussão internacional e, posteriormente, a Rússia acusou os norte-americanos de tirarem de contexto as falas do seu presidente, argumentando que os comentários não eram ameaças. A porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, se manifestou sobre a situação dizendo entender que Putin estava reafirmando a doutrina nuclear do seu território, mas pontuou que a Rússia estaria tendo um discurso “imprudente e irresponsável” durante todo o período em que esteve em guerra com os ucranianos.

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