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“Enorme perigo”, diz Rússia sobre tropas da Otan na Ucrânia

quinta-feira, 09 de maio 2024

O governo da Rússia afirmou nesta quarta-feira, 08, que um eventual envio de tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para auxiliar os ucranianos na guerra que está ocorrendo desde fevereiro de 2022 pode ser extremamente perigoso. “Temos dito repetidamente que a intervenção direta no terreno neste conflito pelos militares dos países da Otan potencialmente carrega um enorme perigo, por isso consideramos isso uma provocação extremamente desafiadora e, claro, estamos observando isso com muito cuidado”, pontuou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, sobre a petição que foi publicada no site do presidente da Ucrânia e solicita a disponibilização de tropas dos Estados Unidos, Reino Unido e outros países para atuarem no território ajudando a repelir as forças russas.
De acordo com Peskov, “o regime de Kiev é bastante imprevisível”. Para que Volodymyr Zelensky tenha que responder pela aprovação ou rejeição do texto, são necessários 25 mil votos. Desde que o conflito começou, a Otan tem sido uma importante aliada dos ucranianos, porém, não se envolveu diretamente nos embates, uma vez que há uma preocupação constante sobre a possibilidade de que tal atitude culminasse em uma nova guerra de nível mundial.
O presidente da França, Emmanuel Macron, porém, já se manifestou sobre o assunto, defendendo que a questão do envio de tropas ocidentais para a Ucrânia surgiria “legitimamente” se a Rússia rompesse as linhas ucranianas e se Kiev viesse a pedir. Ontem, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, garantiu que a Rússia terá como alvo as tropas francesas caso tal reforço seja, de fato, enviado para a nação rival.
No início da semana, o Ministério de Defesa da Rússia anunciou que, em resposta às possibilidades de que o Ocidente envie tropas para a Ucrânia, os russos realizarão exercícios com equipamentos nucleares “em um futuro próximo”. O objetivo, conforme a pasta, é garantir o “treinamento da preparação e uso de armas nucleares não estratégicas”.

“Missão louca”
Paralelamente, a Hungria reforçou nesta quarta-feira que não participará do plano de longo prazo da aliança militar para ajudar os ucranianos. “A Hungria ficará fora da missão louca da Otan, apesar de toda a pressão”, declarou o ministro das Relações Exteriores do país, Peter Szijjarto. A fala está relacionada com a aprovação pelos aliados de iniciar um planejamento de apoio militar de longo prazo por meio da criação de um fundo de 107 bilhões de dólares.
Quando a ideia foi acatada em abril, o porta-voz do governo húngaro, Zoltan Kovacs, já havia informado sobre a posição contrária do território quanto à medida que, segundo ele, poderia “aproximar a aliança da guerra ou transferi-la de uma coalizão defensiva para uma ofensiva”.
O relacionamento da Hungria com a Otan foi fragilizado por conta da ratificação da adesão da Suécia, barrada por Budapeste por muito tempo, e devido à aproximação do primeiro-ministro Viktor Orbán com o governo de Vladimir Putin, mesmo diante da invasão à Ucrânia. Anteriormente, o enviado norte-americano à Hungria, David Pressman, detalhou que a Organização estava alertando os húngaros sobre os perigos da relação “próxima e em expansão” com a Rússia. Pressman pontuou que se essa for a escolha política da Hungria “teremos que decidir a melhor forma de proteger nossos interesses de segurança”.

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