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EUA: negociações de paz foram pausadas por operação em Rafah

sexta-feira, 10 de maio 2024

As negociações sobre um cessar-fogo na guerra entre o governo de Israel e o grupo radical islâmico Hamas foram pausadas em decorrência da operação israelense na cidade de Rafah, afirmaram autoridades norte-americanas à CNN nesta quinta-feira, 09. Conforme os detalhes, as delegações do Hamas, de Israel e o diretor da CIA Bill Burns deixaram o Cairo, onde as conversas estão acontecendo. Outras partes envolvidas, enviadas pelo Catar, pelos Estados Unidos e pelo próprio Egito, devem continuar as discussões sobre o assunto.
No início da semana, os norte-americanos apresentavam uma postura positiva com relação às conversas que levariam a uma trégua na região que é palco de um violento conflito desde outubro do ano passado. O porta-voz da Casa Branca, John Kirby, afirmou ontem que o diretor da CIA entrou nas negociações acreditando que as lacunas existentes poderiam ser fechadas. “Agora claramente não houve um consentimento […] Isso não significa que estamos perdendo a esperança. Nós ainda acreditamos que há um caminho a seguir, mas vai depender das iniciativas de ambos os lados. E vai ser preciso um pouco de coragem para finalmente encarar os desafios e fazer este negócio acontecer”, pontuou Kirby.
Os Estados Unidos estão aumentando a pressão sobre Israel nesse sentido, uma vez que a principal razão por trás do esfriamento das negociações foi a operação na cidade que abriga mais de um milhão de palestinos deslocados pela guerra. Na quarta-feira, 08, o presidente Joe Biden afirmou que seu país não enviará mais armas se o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenar uma grande invasão em Rafah. “Não estamos nos afastando da segurança de Israel. Estamos nos afastando da capacidade de Israel de travar guerra nessas áreas”, ressaltou o líder americano.
Biden, que está sofrendo pressões dentro de seu próprio partido por conta da crise humanitária em Gaza, garantiu que pretende continuar fornecendo armas defensivas para o território, mas que outras entregas seriam suspensas no caso de uma grande operação em Rafah. “Continuaremos garantindo que Israel esteja seguro em relação ao Domo de Ferro e da sua capacidade de responder aos ataques que surgiram recentemente no Oriente Médio”, disse.
No início da semana, Israel ordenou a retirada de dezenas de milhares de civis de partes da cidade em questão e efetuou ataques nos limites da região. No mesmo dia, Biden e Netanyahu conversaram por telefone. Segundo o estadunidense, as ações israelenses em Rafah ainda não ultrapassaram uma “linha vermelha”. “Eles não entraram nos centros populacionais. O que eles fizeram está bem na fronteira. E está causando problemas, neste momento, em relação ao Egito, pelo qual trabalhei arduamente para garantir que tenhamos uma [boa] relação e ajuda”, pontuou, acrescentando que o premiê de Israel e o gabinete de guerra estão cientes de que não obterão apoio dos Estados Unidos caso ataquem tais áreas densamente povoadas.

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