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EUA retomam sanções contra Venezuela por cerco de Maduro a opositores

quinta-feira, 18 de abril 2024

O governo dos Estados Unidos vai retomar sanções contra os setores de petróleo e gás da Venezuela devido ao cerco imposto pelo regime à oposição antes das eleições previstas para julho, disseram nesta quarta-feira (17) autoridades americanas. A lisura do processo eleitoral tem sido questionada desde que os principais adversários do ditador Nicolás Maduro foram impedidos de participar da disputa.
Washington havia levantado sanções ao setor energético venezuelano em outubro de 2023, por um prazo de seis meses, após diálogos entre o regime de Maduro e a oposição. O processo, mediado pela Noruega, ficou conhecido como acordos de Barbados e estava condicionado a eleições livres e transparentes.Os acordos haviam estabelecido a participação da oposição nas eleições marcadas para 28 de julho, nas quais Maduro busca um terceiro mandato, além da presença de observadores internacionais no pleito. No entanto, desde então, a principal adversária do ditador, María Corina Machado, permanece inabilitada, e Corina Yoris, nomeada por ela para substituí-la na corrida eleitoral, não conseguiu inscrever sua candidatura.
Insatisfeita com a situação, Washington advertiu várias vezes que, se Caracas não mudasse de rumo, iria reimpor as sanções. Em janeiro, a Casa Branca já havia reativado as sanções à empresa estatal de mineração de ouro, depois que o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela ratificou a inabilitação de María Corina.
Já a medida que alivia as sanções contra o petróleo e o gás expira nesta quinta-feira (18) e não será renovada. Embora Maduro tenha cumprido alguns dos compromissos firmados em Barbados, pontos-chave do acordo têm sido desrespeitados, disseram autoridades americanas à agência Reuters.
“As áreas em que eles [regime venezuelano] ficaram aquém incluem a desqualificação de candidatos e partidos por questões técnicas e o que vemos como um padrão contínuo de assédio e repressão contra figuras da oposição e da sociedade civil”, disse uma das autoridades, sob a condição de anonimato.
O governo americano deve estabelecer um período de 45 dias para que empresas encerrem seus negócios e transações vinculadas aos setores de gás e petróleo da Venezuela, de modo que a expiração não provoque “incerteza no setor global de energia”, de acordo com o jornal americano The New York Times.

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