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Furacão Beryl perde força após provocar sete mortes

sexta-feira, 05 de julho 2024

O furacão Beryl, que vem chamando a atenção internacional nos últimos dias, perdeu força nesta quinta-feira, 04, e foi rebaixado à categoria 3 da escala Saffir-Simpson, cujo nível máximo é o 5. Atualmente, o fenômeno segue se movimentando em direção ao México e, durante sua passagem pelo sudeste do Caribe e pela Venezuela, deixou pelo menos sete pessoas mortas e significativos prejuízos.
O boletim mais recente do Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos indicou que a tempestade possui ventos sustentados de até 200 km/h. A expectativa das autoridades do NHC, é que o Beryl “alcance ou se aproxime da intensidade de um grande furacão” ao passar pelas Ilhas Cayman. Por isso, alertaram sobre a possibilidade de “ventos fortes e destrutivos e aumento perigoso do nível do mar”.
É válido ressaltar que este é o primeiro furacão da temporada do Atlântico, que segue até o mês de novembro, e ilustra um início particularmente violento para o período. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) já vinha prevendo que a temporada de 2024 seria mais ativa, com possibilidade de quatro a sete furacões de categoria 3 ou superior.
O Beryl chegou a alcançar a categoria máxima, sendo o primeiro a atingir tal nível durante um mês de julho desde o início dos registros do Centro. Além disso, também foi o primeiro a chegar ao quarto grau em junho.
De acordo com os cientistas, as mudanças climáticas, que estão provocando o aumento da temperatura dos oceanos, estão favorecendo a tempestade e aumentado a possibilidade de uma rápida intensificação dos fenômenos. Mesmo diante da perda de força, o NHC informou que o Beryl deverá atingir a península mexicana de Yucatán ainda como um furacão.
No sudeste do México, as autoridades determinaram o fechamento das escolas e prepararam mais de 100 lugares para acolher a população, caso seja necessário. Centenas de militares e técnicos foram mobilizados para efetuar reparos nas linhas de energia. Quando passou pela Jamaica, na quarta-feira, 03, o Beryl deixou 400 mil pessoas sem abastecimento elétrico.
Entre os óbitos confirmados, três foram em Granada, um em São Vicente e Granadinas, e os outros três aconteceram na Venezuela. O secretário da Organização das Nações Unidas (ONU) para o clima, Simon Stiell, destacou que “a mudança climática está “levando as catástrofes a níveis de destruição sem precedentes”.

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