32 C°

.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

aniversario
aniversario

Mundo

Governo Biden não considera que mortes em Gaza sejam genocídio

terça-feira, 14 de maio 2024

O assessor de segurança nacional dos Estados Unidos (EUA), Jake Sullivan, afirmou nesta segunda-feira, 13, que o governo de Joe Biden não classifica as mortes que estão ocorrendo em Gaza, que é palco da guerra entre Israel e o grupo radical islâmico Hamas, como um genocídio. “Não acreditamos que o que está acontecendo em Gaza é um genocídio. Deixamos registrado com firmeza a rejeição dessa proposição”, disse.
O representante do governo garantiu a jornalistas que os norte-americanos desejam ver o Hamas derrotado e declarou que os palestinos que estão vivendo em meio ao conflito estão em um “inferno”. O principal nome dos democratas para as eleições presidenciais deste ano, Joe Biden, tem enfrentado duras críticas de seus próprios eleitores por conta do apoio que tem dado a Israel, que é acusado por muitos de estar cometendo o crime de genocídio, uma vez que a operação militar que ocorre desde outubro do ano passado já deixou mais de 35 mil palestinos mortos, segundo informações de autoridades de saúde locais.
Sullivan também tocou na questão dos planos israelenses de invadir a cidade de Rafah, o último refúgio para mais de um milhão de palestinos que fugiram de suas casas devido à guerra. O assessor de segurança nacional reiterou que se tal ideia for posta em prática, será um erro.
Sobre um eventual cessar-fogo, o norte-americano garantiu que seu país está trabalhando com urgência para que uma trégua ocorra, bem como para que haja a libertação de reféns. Segundo ele, se o Hamas concordasse em libertar as pessoas que foram sequestradas no ataque de 7 de outubro, o acordo poderia ocorrer. “O mundo deveria estar chamando o Hamas de volta à mesa de negociação para aceitar um acordo”, argumentou, porém, sem conseguir precisar quando a negociação que está em curso apresentará um resultado concreto.

Rafah
Na última semana, o presidente Joe Biden prometeu que não enviará mais armas a Israel se o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenar uma grande invasão em Rafah. “Não estamos nos afastando da segurança de Israel. Estamos nos afastando da capacidade de Israel de travar guerra nessas áreas”, explicou. Na ocasião, o democrata garantiu que pretende continuar fornecendo armas defensivas para o território, mas que outras entregas seriam suspensas. “Continuaremos garantindo que Israel esteja seguro em relação ao Domo de Ferro e da sua capacidade de responder aos ataques que surgiram recentemente no Oriente Médio”, detalhou.
Os comentários ocorreram após a ordem israelense para que milhares de civis saíssem de partes da cidade e o início de ataques nos limites da região. O chefe do Executivo dos EUA entendeu, na época, que as ações israelenses em Rafah ainda não haviam ultrapassado uma “linha vermelha”. “Eles não entraram nos centros populacionais. O que eles fizeram está bem na fronteira. E está causando problemas, neste momento, em relação ao Egito, pelo qual trabalhei arduamente para garantir que tenhamos uma [boa] relação e ajuda”, revelou, reiterando que Netanyahu sabe que não terá apoio do país caso ataque áreas densamente povoadas.
No último domingo, 12, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Anthony Blinken, afirmou que Israel não tinha um “plano confiável” para proteger os civis em Rafah. A autoridade defendeu a decisão de interromper a entrega de 3,5 mil bombas a Israel devido a preocupações de que os equipamentos possam ser usados contra a cidade. Blinken deixou claro que se Israel “lançar esta grande operação militar em Rafah, então existem certos sistemas que não iremos apoiar e fornecer para essa operação […] Temos preocupações reais sobre a forma como são usados”, disse.

hoje

Mais lidas

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com