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Mundo

Governo da Rússia lança novo avião-caça “invisível”

quarta-feira, 21 de julho 2021

Desde que o Sukhoi Su-57 levantou voo pela primeira vez, há 11 anos, a Rússia não anunciava o lançamento de um novo modelo de avião de caça. Isso até esta terça (20), quando a mesma fabricante revela o Checkmate (xeque-mate, em inglês mesmo). Trata-se de, assim como o irmão mais velho, de um avião que se anuncia de quinta geração. Conceito elástico, ele sugere capacidades de ser algo furtivo ao radar, fusão de dados sofisticada, integração com outras aeronaves e alto desempenho supersônico.

A Sukhoi apenas apresentou no salão aeroespacial Maks-2021 uma maquete do avião, que ainda não tem uma designação oficial. Não se sabe nada acerca do seu estágio de desenvolvimento ainda. A marca, que integra a divisão de aviões de combate do conglomerado russo United Aircraft Corporation com a MiG, antecipou o surpreendente anúncio com uma eficaz campanha de viralização com vídeos e postagens em redes sociais nas duas últimas semanas.
Nela, a vocação naval do caça era sugerida com a presença de sensores de rastreio de navios. A maquete era acompanhada por um míssil antinavio KH-59MK. Para prestigiar o evento, o próprio presidente Vladimir Putin esteve presente na abertura em Jukovski, perto de Moscou.

Isso reflete a ambição russa: convencer potenciais compradores no exterior, preferencialmente em mercados emergentes da Ásia, Oriente Médio e até América Latina, de que o avião é viável e irá incorporar de forma mais barata as tecnologias testadas no Su-57.

Assim, o desenho apresentado na maquete sugere uma versão peso-leve do grande avião bimotor que entrou em operação apenas no fim de 2020. Ele é monomotor, o primeiro caça do tipo desenhado no país desde a estreia do MiG-23 em 1970. Isso barateia as coisas, talvez colocando um avião desses com um preço de prateleira em torno de US$ 50 milhões, ante US$ 80 milhões do americano F-35, seu alvo principal -conhecido por ser caríssimo para operar (US$ 38 mil/hora-voo).

Num dos vídeos da Sukhoi, pilotos de países-alvo da Rússia eram chamados para conhecer o avião: havia um emirati, um indiano, um vietnamita e até um argentino. O vizinho do Brasil tem uma Força Aérea em estado de petição de miséria, e foi abordada neste ano pela China para a aquisição de caças leves FC-21 -que, com assentos ejetores britânicos, podem ter a venda impedida por Londres, rival de Buenos Aires sobre o tema das ilhas Falkland (Malvinas).

Um avião 100% russo não traria tal problema, mas a questão financeira pesa. Já a Índia é uma cliente quase certa sempre: 23% do total de exportações militares russas de 2016 a 2020 foram para Nova Déli, segundo o Sipri (Instituto Internacional da Paz de Estocolmo).

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