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Governo russo levanta questionamentos sobre autoria de ataque terrorista

terça-feira, 26 de março 2024

O governo da Rússia não tem certeza sobre o envolvimento de terroristas do Estado Islâmico no recente ataque em uma casa de shows nos arredores de Moscou que deixou 137 mortos e 182 feridos. Este é considerado o ataque mais mortífero em território russo em duas décadas e foi realizado por quatro homens que invadiram a Câmara Municipal de Crocus, na última sexta-feira, 22, e dispararam contra as pessoas que estavam assistindo a um show de rock. Os atiradores foram detidos e acusados de terrorismo.
O Estado Islâmico assumiu ter orquestrado tal episódio e, desde então, vem divulgando o que seriam imagens do momento. Os Estados Unidos afirmaram acreditar nas alegações do grupo terrorista e autoridades do governo de Joe Biden também revelaram que teriam alertado o Kremlin sobre a inteligência de um ataque iminente no início deste mês. O presidente Vladimir Putin, no entanto, não mencionou o Estado Islâmico ao se referir aos atiradores que, segundo ele, estariam tentando fugir para a Ucrânia com o auxílio de algumas pessoas do “lado ucraniano”.
Os ucranianos, por suas vezes, negaram qualquer envolvimento no assunto e o presidente Volodymyr Zelenky, inclusive, acusou Putin de tentar desviar a culpa pelo episódio de violência. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, questionou as afirmações apresentadas pelos norte-americanos, dizendo que os Estados Unidos tentavam evocar o “bicho papão” do Estado Islâmico para cobrir os seus “bairros” em Kiev e ressaltou que Washington apoiou os combatentes “mujahideen” que lutaram contra as forças soviéticas na capital ucraniana na década de 1980.
Ainda na sexta-feira, duas autoridades dos Estados Unidos garantiram que o país possuía informações de inteligência que confirmavam a responsabilidade do Estado Islâmico sobre o caso. Mais tarde, o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, disse aos repórteres que a Rússia não poderia comentar sobre tal alegação enquanto a investigação estivesse em andamento e que também não comentaria sobre a inteligência norte-americana, por se tratar de informação sensível.
Nesse sentido, é importante lembrar que a Rússia está em guerra com a Ucrânia desde fevereiro de 2022. Os Estados Unidos e seus aliados europeus apoiam os ucranianos no conflito e já concederam bilhões de dólares em dinheiro, armas e inteligência para que as forças de Vladimir Putin fossem derrotadas no território.

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