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“Hamas agradece”, diz Katz após Espanha reconhecer Palestina

quarta-feira, 29 de maio 2024

A decisão de países como Irlanda, Noruega e Espanha de reconhecerem a Palestina como um Estado continua causando revolta nas autoridades israelenses. Após a oficialização do ato, nesta terça-feira, 28, o ministro das Relações Exteriores do governo de Benjamin Netanyahu, Israel Katz, escreveu uma mensagem nas redes sociais ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. “O Hamas agradece seus serviços”, criticou o ministro de Israel, que também acusou o premiê de ser “cúmplice de incitar o genocídio do povo judeu e dos crimes de guerra”. Um dia antes, Katz havia informado que instruiu o governo israelense a enviar uma nota à Embaixada da Espanha no país proibindo serviços aos palestinos. O representante de Israel também teceu críticas à Ministra do Trabalho e Economia Social da Espanha, Yolanda Díaz, que foi acusada por ele de antisemitismo após afirmar que “Do rio ao mar, a Palestina será livre”. A frase fez referência às fronteiras palestinas sob o mandato britânico, antes da criação do Estado de Israel em 1948, quando o território seguia do rio Jordão até o Mar Mediterrâneo. Díaz respondeu que “o nosso compromisso não irá parar devido a qualquer ameaça”. Na visão do primeiro-ministro espanhol, o reconhecimento da Palestina como um Estado é uma “necessidade para alcançar a paz” na região, bem como é “uma questão de justiça histórica” para o povo palestino. Em um breve discurso, Sánchez ressaltou que a decisão não foi adotada contra ninguém, “muito menos contra Israel, um povo amigo com o qual queremos ter a melhor relação possível”. Diferentemente do que foi interpretado pelas autoridades israelenses, o representante da Espanha argumenta que o reconhecimento reflete a “rejeição frontal, retumbante, ao Hamas, que é contra a solução de dois Estados”. Quando a decisão dos três países europeus foi anunciada, na semana passada, o próprio Netanyahu reprovou a atitude afirmando que representava uma espécie de “prêmio pelo terrorismo”. “Este seria um Estado terrorista. Tentaria fazer o massacre de 7 de outubro várias vezes, e com isso não concordaremos”, pontuou, lembrando dos ataques perpetrados pelo Hamas em 2023, que desencadearam a atual e violenta crise vivenciada em Gaza. O primeiro-ministro também reforçou que seu país não será intimidado em vencer os embates que estão ocorrendo contra o Hamas. Os norte-americanos, aliados de Israel na guerra, também criticaram a decisão tomada por noruegueses, espanhóis e irlandeses, mas reiteraram que o presidente Joe Biden é um dos defensores da chamada solução de dois Estados, desde que seja alcançada “através de negociações diretas entre as partes, e não através de reconhecimento unilateral”. Antes da decisão mais recente sobre o tema, 130 entre os 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) já reconheciam a Palestina. A expectativa dos três países envolvidos na polêmica é que a atitude estimule outras nações a seguirem o mesmo caminho. Ainda na semana passada, em resposta ao anúncio, Israel ordenou a retirada imediata dos embaixadores israelenses na Irlanda e na Noruega. “A Irlanda e a Noruega pretendem enviar hoje uma mensagem aos palestinos e a todo o mundo: o terrorismo compensa. Depois de a organização terrorista Hamas ter levado a cabo o maior massacre de judeus desde o Holocausto, depois de ter cometido os crimes sexuais mais horríveis que o mundo já viu, estes países optaram por recompensar o Hamas e o Irã e reconhecer um Estado palestino”, declarou Katz em comunicado anterior sobre o assunto.

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