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Hamas cita “última oportunidade” de Israel recuperar reféns

quarta-feira, 08 de maio 2024

Um alto funcionário do grupo radical islâmico Hamas afirmou nesta terça-feira, 07, sob condição de anonimato, que as próximas negociações sobre uma possível trégua no conflito com Israel são a “última oportunidade” para que as forças de Benjamin Netanyahu e as famílias consigam recuperar os reféns que seguem sob a posse do grupo desde que o ataque em 7 de outubro aconteceu.
Uma proposta de cessar-fogo foi aceita pelos radicais na última segunda-feira, 06, porém, o primeiro-ministro israelense respondeu que os termos estavam longe das suas exigências essenciais. No último domingo, 05, o chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, acusou Netanyahu de estar buscando “justificativas constantes para continuar a agressão”.
Uma delegação com representantes de Israel foi mandada para avaliar as possibilidades e chegou ao Cairo ontem. Um dos representantes israelenses reforçou que a proposta era inaceitável. “Esta delegação é composta por enviados de nível médio. Se houvesse um acordo crível à vista, os dirigentes estariam à frente da delegação”, declarou à mídia internacional.
Enquanto isso, a operação na cidade de Rafah, onde mais de um milhão de palestinos buscaram refúgio por conta da guerra, continua ocorrendo. Também na terça-feira, militares israelenses assumiram o controle do lado palestino da passagem localizada entre o Egito e Gaza. Para o governo de Israel, o movimento é “um passo muito significativo para a destruição das capacidades militares remanescentes do Hamas”.
O porta-voz do governo Netanyahu, David Mencer, manifestou em comunicado anterior que o país está “sempre aberto a uma resolução diplomática”. “Devo dizer que esta operação em Rafah foi concebida para destruir os últimos quatro batalhões do Hamas. Este país será protegido e o Hamas será completamente aniquilado”, pontuou.
Na avaliação de um outro alto funcionário israelense, a operação em Rafah fez com que os radicais se apressassem em apresentar uma proposta. Entre os termos vistos negativamente por Israel, tal representante destacou a impossibilidade de que fosse vetada a libertação de prisioneiros palestinos específicos, como de um líder da facção Fatah que cumpre prisão perpétua. Os extremistas também teriam pedido a garantia que materiais de “dupla utilização”, que servem para fins civis e militares, pudessem entrar em Gaza. Além disso, o número de reféns a serem libertados na primeira fase da trégua teria sido reduzido de 33 para 18, com o restante sendo liberado em fases posteriores.

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