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Hamas reivindica autoria de ataque na fronteira entre Israel e Gaza

segunda-feira, 06 de maio 2024

Um braço armado do grupo radical islâmico, Hamas, assumiu, neste domingo, 05, que foi o autor do ataque na passagem Kerem Shalom, entre Israel e Gaza, que resultou na morte de israelenses, segundo a mídia dos dois lados. De acordo com militares de Israel, dez projéteis foram lançados de Rafah, no sul da região que é palco do conflito, em direção à passagem. Agora, o local se encontra fechado para caminhões de ajuda humanitária que tentam entrar no enclave.
O Hamas relatou ter disparado foguetes contra uma base do exército israelense perto da travessia, mas não confirmou de onde os equipamentos teriam sido disparados. Os radicais também ressaltaram que a passagem não era o alvo do ataque. Mais de um milhão de pessoas estão abrigadas em Rafah, que fica perto da fronteira com o Egito. Israel já falou diversas vezes sobre um polêmico plano de operação que inclui a invasão da cidade para expulsar as forças do Hamas. Porém, por ser um local de refúgio para muitas pessoas que abandonaram suas casas pelo contexto da guerra, há uma significativa pressão internacional para que a operação não ocorra.

Cessar-fogo
O ataque ocorre em meio às reduzidas expectativas para que os dois lados envolvidos no conflito cheguem a um acordo para a trégua. Hamas e Israel se culpam pelos obstáculos que estão sendo enfrentados para que se alcance o cessar-fogo. “Embora Israel tenha demonstrado vontade, o Hamas continua entrincheirado nas suas posições extremas, a primeira delas a exigência de retirar todas as nossas forças da Faixa de Gaza, acabar com a guerra e deixar o Hamas no poder. Israel não pode aceitar isso nunca”, declarou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu neste domingo.
Em comunicado, o chefe do grupo radical, Ismail Haniyeh, disse que o Hamas está interessado em firmar uma trégua que ponha fim à “agressão” israelense e garanta a retirada os inimigos do território, bem como que haja um acordo “sério” para libertar seus reféns em troca dos prisioneiros palestinos. Haniyeh também culpou o premiê de Israel “pela expansão do círculo de conflito e pela sabotagem dos esforços feitos através dos mediadores e de várias partes”.
À mídia internacional, uma autoridade palestina já havia declarado mais cedo que as negociações no Cairo estão “enfrentando desafios porque a ocupação se recusa a se comprometer com um cessar-fogo abrangente”.

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