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Homem que recebeu transplante de rim de porco morre nos EUA

segunda-feira, 13 de maio 2024

O primeiro ser humano a receber um transplante de um rim de porco geneticamente modificado morreu no último sábado (11/050, no Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, nos Estados Unidos, (EUA), onde o procedimento havia sido realizado. A notícia foi confirmada por meio de um comunicado. No texto, o hospital afirmou que não há indicação de que a morte de Richard Slayman, de 62 anos de idade, tenha ocorrido em razão do transplante. O hospital disse ainda que Slayman sempre será visto como um símbolo de esperança para inúmeros pacientes transplantados em todo o mundo.
“Somos profundamente gratos por sua confiança e disposição em avançar no campo da xenotransplantação”, afirmou o hospital. Slayman passou pela cirurgia inédita em 16 de março deste ano. A operação se estendeu por quatro horas. A equipe médica foi liderada pelo nefrologista brasileiro Leonardo Riella, diretor-médico do centro de transplante de rim da unidade. Duas semanas depois da cirurgia, ele teve alta. Na ocasião, ele agradeceu aos médicos e enfermeiros. “Hoje, marca um novo começo não apenas para mim, mas também para eles”, afirmou.
O procedimento, que envolveu uma equipe multidisciplinar de cirurgiões, imunologistas e especialistas em xenotransplantes, foi meticulosamente planejado e executado. Após uma série de testes e preparações, o rim de porco foi transplantado para o corpo de Slayman, marcando um momento histórico na medicina moderna.
O rim, fornecido pela eGenesis, era de um porco geneticamente editado. Cientistas retiraram três genes que poderiam causar a rejeição do órgão e adicionaram sete genes humanos para melhorar a compatibilidade. A empresa de biotecnologia também inativou vírus com potencial para infectar humanos. Antes, em 2018, o paciente havia recebido um transplante de rim humano no mesmo hospital, encerrando sete anos de diálise. Mas, passados cinco anos, o novo órgão falhou e ele teve de retomar a diálise.
Ele optou pelo procedimento experimental porque tinha poucas opções. Além disso, estava tendo dificuldades com a diálise devido a problemas com seus vasos sanguíneos e enfrentava uma longa espera por um rim. Dois transplantes de órgãos anteriores de porcos geneticamente modificados falharam. Ambos os pacientes receberam corações e ambos morreram algumas semanas depois. Em um paciente, houve sinais de que o sistema imunológico havia rejeitado o órgão, um risco constante.
O procedimento ocorreu na semana passada e representa um avanço significativo na busca por soluções para a escassez de órgãos para transplante. Com a crescente demanda por órgãos e o número limitado de doadores humanos disponíveis, os transplantes de órgãos de animais, conhecidos como xenotransplantes, emergem como uma alternativa promissora. Richard Slayman, residente de Nova York, foi diagnosticado com doença renal crônica há cinco anos e estava lutando contra a insuficiência renal enquanto aguardava na lista de espera por um doador humano compatível. Com o avanço de sua condição, os médicos decidiram explorar o uso de um rim de porco como uma última esperança para salvar sua vida.

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