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Inflação na Argentina cai pela metade em maio e vai a 4,2%, menor cifra em 2 anos

quinta-feira, 13 de junho 2024

A inflação mensal na Argentina desacelerou pelo quinto mês seguido sob Javier Milei, unindo-se a um momento de vitória legislativa parcial do presidente ultraliberal. No último mês de maio, o índice mensal ficou em 4,2%, ante 8,8% registrados no mês anterior.

É a menor cifra em mais de dois anos, quando em janeiro de 2022 foram registrados 3,9%. Os dados divulgados nesta quinta-feira (13) pelo instituto de estatísticas, o Indec, ainda mostram uma cifra preocupante da variação dos últimos 12 meses: 276,4%. Mas esse indicador também desacelerou pela primeira vez desde julho de 2023.

O acumulado desde o início deste ano ficou em 71,9%.

Javier Milei, que está na Europa como convidado para a cúpula do G7, celebrou. Já o havia feito no dia anterior, durante uma conferência em Buenos Aires, dado que todas as consultorias locais previam a nova desaceleração no indicador. “Indiscutivelmente, nosso programa de estabilização está demonstrando sua efetividade.”

Os 4,2% do último maio estão abaixo das previsões feitas pelo próprio Banco Central argentino, no mais muito atrelado à Casa Rosada. Em seu tradicional relatório de expectativas de mercado, publicado há uma semana, o BC previu que maio viria acompanhado de 5,2% mensais, um ponto percentual a mais que a cifra de fato registrada.

A despeito de outros indicadores preocupantes no cenário argentino, como a queda do poder de compra, os salários que demoram a ganhar da inflação e projeções de que a pobreza aumentou -percepção viva nas ruas da capital, com cada vez mais pessoas em situação de rua-, esta se configura como mais uma conquista da Casa Rosada.

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