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Irã ameaça responder qualquer ataque israelense

quarta-feira, 17 de abril 2024

As tensões entre Irã e Israel continuam reverberando no cenário internacional desde que o ataque iraniano contra o país governado por Benjamin Netanyahu ocorreu no último fim de semana. Nesta terça-feira, 16, o presidente do Irã, Ebrahim Raisi afirmou que haverá uma resposta à “menor ação” de Israel contra os “interesses” do país. “Declaramos categoricamente que a menor ação contra os interesses iranianos certamente será recebida com uma resposta severa, generalizada e dolorosa contra qualquer perpetrador”, pontuou Raisi ao emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad al-Thani. Pelo menos 300 artefatos foram disparados no sábado, 13, em um episódio que teria sido uma retaliação pelo bombardeio no consulado do Irã na Síria, que resultou na morte de dois líderes militares.

Israel nunca reivindicou a autoria de tais fatos e, após o incidente mais recente, prometeu que responderá às ações do Irã em um momento oportuno. Na visão do presidente iraniano, seu país apenas exerceu o “direito à autodefesa” e teve como alvo os “centros” que foram utilizados para organizar o ataque contra o consulado em Damasco no dia 1º de abril. Raisi defende que a operação planejada foi executada com “sucesso” e teve o “objetivo de punir o agressor”.
O Exército israelense, por sua vez, apresenta uma versão diferente dos fatos, argumentando que 99% dos drones, mísseis balísticos e mísseis de cruzeiro foram interceptados com a ajuda de nações como Estados Unidos, Jordânia, França e outras. O porta-voz das Forças Armadas de Israel detalhou que poucos projéteis conseguiram seguir a trajetória e que teriam atingido “levemente” a base aérea de Nevantim, no sul do país, que, mesmo assim, permaneceu operacional.

O presidente iraniano também criticou “certos países ocidentais” pelo “apoio cego” que estariam dando ao “regime sionista”. Segundo ele, essa é uma das causas de tensões na região. O mundo assiste com cautela os desdobramentos da crise entre Israel e Irã. Na segunda-feira, 15, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, afirmou que a possibilidade de um ataque de retaliação israelense contra instalações nucleares do Irã é “sempre” um motivo de preocupação.
No dia do ataque a Israel, os iranianos suspenderam as operações em suas instalações nucleares. “O que posso dizer é que os nossos inspetores no Irã foram informados pelo governo iraniano que, ontem [domingo, 14], todas as instalações nucleares que inspecionamos diariamente permaneceram fechadas por razões de segurança”, disse Grossi, acrescentando que o fechamento “não teve nenhuma consequência em nossas atividades de inspeção”. “Certamente, continuamos pedindo máxima moderação”, ressaltou.
No início da semana, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Bagheri Kani, já havia garantido à TV estatal nacional que uma contra ofensiva iraniana seria apenas uma questão de tempo no caso de qualquer retaliação de Israel e que o Irã “não esperará por mais 12 dias para responder”.

Ontem, a ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, viajou para Israel em uma tentativa de amenizar a situação. “É extremamente importante para nós, como governo alemão, nestes tempos frágeis, que todos trabalhemos juntos para contribuir para a desescalada em toda a região”, pontuou Baerbock em uma coletiva de imprensa, na qual acusou o Irã de não estar interessado na paz regional. “O Irã está brincando com o destino de todas as pessoas no Oriente Médio […] Isto aplica-se sobretudo ao Irã e aos seus representantes e grupos aliados, como o Hezbollah ou os Houthis”, avaliou.

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