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Israel invade hospital em Gaza e mata chefe de segurança do Hamas

terça-feira, 19 de março 2024

O governo de Israel afirmou ter matado o chefe de segurança do grupo radical islâmico Hamas, Faiq Mabhuoch, após ter invadido o complexo do Hospital Al-Shifa, em Gaza, nesta segunda-feira, 18. Um porta-voz militar detalhou que os soldados das forças de Benjamin Netanyahu prenderam “80 pessoas suspeitas” e “vários homens armados do Hamas foram mortos ou feridos nos combates no terreno do hospital”.
De acordo com os israelenses, a unidade era utilizada para “organizar ataques”. O Ministério de Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, afirma que o espaço abriga cerca de 30 mil pessoas, entre pacientes, médicos e civis deslocados e que “qualquer um que tente se mover vira alvo dos projéteis”. A pasta apelou às organizações internacionais para que parem “imediatamente esse massacre contra doentes, feridos, deslocados e médicos em Al-Shifa”.
O Exército de Israel pediu que a população civil deixasse a área do hospital. “Para todos aqueles que existem ou estão deslocados em Rimal e os deslocados em Al-Shifa e seus arredores: vocês estão em uma zona de combate perigosa. A força israelense está operando duramente em suas áreas residenciais para destruir a infraestrutura terrorista”, dizia a nota que pedia que as pessoas utilizassem a estrada costeira em direção a Al-Mawasi, no sul da Faixa de Gaza.
É importante destacar que, Al-Shifa é uma das poucas unidades de saúde parcialmente operacionais no norte do território que é palco do violento conflito entre Israel e Hamas. “Nas últimas horas, os soldados identificaram terroristas atirando contra eles a partir de vários edifícios do hospital. Os soldados responderam aos terroristas e atingiram vários deles”, garantiu o Exército.
O Ministério da Saúde em Gaza detalhou que a operação causou um incêndio na entrada do complexo hospitalar e que, por isso, houve casos de sufocamento de mulheres e crianças que se abrigavam no local. A comunicação também teria sido interrompida e pessoas teriam ficado presas em unidades de cirurgia e emergência de um dos prédios. “Há vítimas, incluindo mortos e feridos, e é impossível resgatar qualquer pessoa devido à intensidade do fogo e à mira de quem se aproxima das janelas”, alertou o ministério.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse estar preocupada com a situação. “Hospitais jamais devem ser campos de batalha. Nós estamos terrivelmente preocupados com a situação no Hospital Al-Shifa em Gaza, que está colocando em risco profissionais de saúde, pacientes e civis”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

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