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Israel não irá cessar-fogo em Gaza, afirma ministro

terça-feira, 26 de março 2024

O ministro de Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, utilizou a plataforma “X” para se manifestar sobre os confrontos que estão ocorrendo em Gaza após o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) aprovar uma resolução que exigia o cessar-fogo imediato na região e a libertação incondicional de todos aqueles que seguem sendo mantidos como reféns pelo grupo radical islâmico Hamas. “Destruiremos o Hamas e continuaremos a lutar até que o último dos raptados regresse a casa”, respondeu Katz, reforçando que a atuação das forças do governo de Benjamin Netanyahu seguirá acontecendo.
O representante da pasta de Energia e Infraestrutura, Eli Cohen, afirmou que o cessar-fogo seria uma “tempestade que pode levar o terrorismo também para o ocidente”. Para ele, sem que haja as condições para o regresso dos reféns e o fim do grupo radical islâmico que atua em Gaza, a trégua no conflito iria beneficiar outras organizações terroristas do mundo. O posicionamento apresentado por ambas as autoridades reflete a visão do governo de Israel, que acredita que o cessar-fogo seria prejudicial aos esforços para a libertação daqueles que estão sob o poder dos radicais. “Isto dá ao Hamas esperança de que a pressão internacional lhe permitirá obter um cessar-fogo sem a libertação dos nossos reféns”, disse o gabinete do primeiro-ministro em comunicado.
A resolução foi aprovada com 14 votos a favor, incluindo de membros permanentes como Rússia, China, Reino Unido e França. Os norte-americanos, no entanto, preferiram se abster da votação, o que não foi bem recebido pelos israelenses. Netanyahu acusou a Casa Branca de abandonar sua “posição de princípio”. O texto foi proposto pelos 10 participantes do Conselho que são eleitos, ou seja, Argélia, Equador, Guiana, Japão, Malta, Moçambique, Coreia do Sul, Serra Leoa, Eslovênia e Suíça.
Os Estados Unidos (EUA) haviam sido contra a palavra “cessar-fogo” e, como membro permanente do mais importante órgão da ONU, utilizaram o seu poder de veto para proteger Israel. No entanto, atualmente, há uma intensa pressão internacional para que haja uma trégua na guerra que já matou mais de 32 mil palestinos e desencadeou uma crise humanitária que, frequentemente, é citada como um motivo de preocupação por autoridades internacionais.
Além da pausa no conflito, a resolução também “enfatiza a necessidade urgente de expandir o fluxo de assistência humanitária e reforçar a proteção dos civis em toda a Faixa de Gaza e reitera a sua exigência de levantamento de todas as barreiras à prestação de assistência humanitária em grande escala”. Pouco antes do início da votação, a rádio do exército de Israel afirmou que o primeiro-ministro cancelaria o envio de uma delegação a Washington se os EUA não vetassem a medida.
Desde o início dos embates entre o Hamas e o governo de Israel, os norte-americanos já haviam vetado três resoluções no Conselho de Segurança sobre tal guerra. Em outras duas oportunidades, o governo de Joe Biden se absteve, o que permitiu ao órgão adotar medidas que objetivavam ampliação para a ajuda em Gaza, bem como apelavam para que houvesse pausas prolongadas no conflito. Rússia e China também já vetaram outros dois projetos de resoluções dos EUA sobre o assunto.

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