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Israel se prepara para enfrentar questões de segurança fora de Gaza

sexta-feira, 12 de abril 2024

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira, 11, que seu país está se preparando para um eventual cenário de problemas com a segurança para além da Faixa de Gaza, onde já está sendo travada uma violenta batalha contra o grupo radical islâmico Hamas. O aviso ocorreu em meio às especulações de que o Irã poderia orquestrar um ataque como forma de retaliar a suposta operação israelense que teve como alvo a embaixada iraniana em Damasco, na Síria.
“Estamos nos preparando para atender às necessidades de segurança do Estado de Israel, tanto na defesa quanto no ataque”, garantiu Netanyahu em um comunicado que foi divulgado por seu gabinete depois que o premiê visitou uma base da força aérea no sul do território. Conforme as informações divulgadas pela mídia internacional, o ataque em Damasco resultou na morte de sete integrantes da Guarda Revolucionária do Irã, inclusive, o comandante sênior Mohammad Reza Zahedi.
Na interpretação do governo iraniano, a situação, que ocorreu no dia 1º de abril, se assemelha a um ataque ao próprio Irã e, na última quarta-feira, 10, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país, prometeu que haveria uma vingança. “Quando o regime sionista ataca um consulado iraniano na Síria, é como se tivesse atacado o solo iraniano. O regime maligno cometeu um erro e deve ser punido. E será”, disse. Israel nunca reivindicou a autoria do bombardeio.
A fala fez com que o ministro de Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, respondesse o representante iraniano através das redes sociais. “Se o Irã lançar um ataque do próprio território, Israel vai responder e atacar o Irã”, pontuou. À época dos fatos, a mídia estatal iraniana contou que o bombardeio na Síria teria sido realizado com aviões militares de Israel. Além de Zahedi, outros três comandantes teriam perdido a vida no ataque. Todos eles eram membros da Força Quds, o braço da Guarda Revolucionária que opera no exterior. Há suspeitas de que o grupo estivesse em negociações para fornecer mais apoio ao Hamas.
Em meio ao cenário de tensões, a companhia aérea Lufthansa prorrogou ontem a suspensão de voos para Teerã. A medida deve durar até, provavelmente, o dia 13 de abril. Um porta-voz da empresa havia justificado anteriormente que a decisão relativa a um voo do fim de semana foi tomada para evitar que a tripulação precisasse passar a noite na capital iraniana. Além da Lufthansa, a Austrian Airlines é a outra companhia ocidental que voa para a cidade. Esta segunda, informou que ainda pretendia operar na quinta-feira, porém, que estava ajustando horários para evitar uma parada no período noturno.

Apoio dos EUA
Os Estados Unidos também já se posicionaram sobre o assunto e, em um telefonema com o Ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, reforçou que o governo de Joe Biden apoiará Israel “contra quaisquer ameaças do Irã e seus representantes”.
O porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, detalhou que Blinken e Gallant também “discutiram os esforços em andamento para garantir a libertação de todos os reféns por meio de um acordo para um cessar-fogo imediato em Gaza”. “Blinken saudou os recentes anúncios de Israel de medidas urgentes para facilitar a entrada da assistência humanitária em Gaza e melhorar as divergências e coordenação humanitárias, reiterando que incidentes como o ataque contra os trabalhadores da World Central Kitchen nunca devem ocorrer”, afirmou, citando o caso que culminou na morte dos trabalhadores humanitários e acrescentando que os Estados Unidos “esperam que Israel implemente rapidamente seus compromissos de assistência humanitária e divergências e que esses compromissos devem ser sustentados ao longo do tempo”.

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