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Lula está preocupado com avanço da extrema direita na Europa

quinta-feira, 13 de junho 2024

O assessor da presidência brasileira para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou que o chefe do Executivo do país, Luiz Inácio Lula da Silva, está preocupado com o avanço da extrema direita em território europeu e deverá discutir o assunto durante sua participação na Cúpula do G7, que será realizada na Itália a partir de amanhã, 14. Em Genebra, onde o presidente deverá fazer um discurso na Conferência Internacional do Trabalho nesta quinta-feira, 13, tal tema também poderá ser abordado.
Em entrevista ao Uol, Amorim defendeu que as democracias deveriam passar a pensar “profundamente” sobre o que significam os recentes resultados das eleições europeias, nas quais a extrema direita venceu em países como França, Itália e Áustria e chegou ao segundo lugar na Alemanha e em diversas outras nações. “Na Europa, a extrema direita estava num canto. Mas agora é preocupante. Toda a ideia de um acordo entre Mercosul e a União Europeia (UE) estava ligada a ter um equilíbrio. Não sei como será”, disse.
Questionado sobre as tendências observadas na Europa, sobre a liderança de Javier Milei na Argentina e sobre uma eventual eleição de Donald Trump nos Estados Unidos (EUA), Celso Amorim afirmou que o governo brasileiro está preocupado. “Eu ainda tenho esperança de que isso mude, que seja algo passageiro. Tem havido muitas oscilações ao longo da história. Mas nunca houve, desde 1945, um crescimento da extrema direita dessa forma”, alertou.

Crise na França
Evidenciando as suas próprias inquietações com o assunto, o presidente francês, Emmanuel Macron, pediu, nesta quarta-feira, 12, aos partidos rivais de ambos os lados políticos que se unam a ele na formação de uma aliança democrática contra o partido de extrema direita Reunião Nacional (RN). “Não quero dar as chaves do poder à extrema direita em 2027, portanto, aceito plenamente o fato de ter desencadeado um movimento para prestar esclarecimentos”, justificou o líder da França, acrescentando que as políticas defendidas pelo partido em questão enfraquecerão os trabalhadores e os aposentados.
Macron reconheceu que cometeu erros durante seu governo e afirmou saber que as pessoas têm expressado seu descontentamento e sentem que não estão sendo ouvidas. No último domingo, 09, o presidente convocou eleições antecipadas no país depois que a extrema direita, liderada por Marine Le Pen, venceu o partido governista nas eleições para o Parlamento Europeu. A votação está marcada para acontecer nos dias 30 de junho e 7 de julho. Mesmo que a oposição ao governo vença, Macron permanecerá sendo o presidente por mais três anos, sendo responsável pela defesa e pela política externa.
Caso tal cenário se concretize, o atual representante da França perderá, porém, o controle sobre a agenda doméstica de seu território, o que inclui assuntos como política econômica, segurança, imigração e finanças. Nesta semana, uma pesquisa indicou que o RN deverá emergir como a ala política mais forte após as votações. Diante das tensões políticas que estão sendo enfrentadas dentro do país, Macron já deixou claro que não pretende renunciar caso perca o pleito e também já descartou a possibilidade de debater com Le Pen.
Por isso, pediu que “os compatriotas e líderes políticos que não se reconhecem na febre extremista” se juntem para construir “uma coalizão para governar, uma coalizão para agir a serviço dos franceses e da República”. Nesse contexto, o presidente também prometeu tomar uma atitude mais firme em relação a imigração, à segurança e à justiça. Segundo ele, uma extrema esquerda propensa ao antissemitismo seria muito “frouxa” e as soluções propostas pela extrema direita não resolveiram tais problemas, apenas destruiriam o estado de direito constitucional da França.

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