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Lula não comparecerá à Cúpula da Paz na Ucrânia

sexta-feira, 17 de maio 2024

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não comparecer à Cúpula de Paz que será realizada na Suíça no próximo mês de junho para discutir o conflito que está ocorrendo no leste europeu. O chefe do Executivo nacional foi formalmente convidado pelo governo suíço durante um encontro entre o chanceler do país, Ignacio Cassis, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, no último mês de abril. Além disso, o líder da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também se manifestou publicamente pedindo a presença do petista em entrevista à CNN.
Os suíços e os ucranianos consideram importante a participação de figuras políticas de grandes nações em desenvolvimento, uma vez que tal grupo de países comumente enxerga com reservas a aplicação de sanções pelo Ocidente à Rússia por conta da invasão à Ucrânia, que ocorreu em fevereiro de 2022. O próprio Zelensky tem investido no relacionamento com presidentes da América Latina, África e Ásia. No entanto, até os dias atuais, o principal apoio da Ucrânia no conflito ainda vem dos Estados Unidos (EUA).
De acordo com fontes diplomáticas, após uma reunião realizada nesta semana entre o presidente e o chanceler do Brasil, ficou decidido que a delegação que representará o país no encontro não contará com Lula. Até o presente momento, contudo, também não está definido quem chefiará o grupo na cúpula. Para o chefe do Executivo nacional e para o Itamaraty, não faz sentido a realização de uma reunião sem que ambos os lados em confronto estejam envolvidos.
Em um primeiro contato, antes mesmo do convite oficial, o Brasil já havia indicado que só aceitaria participar mediante a presença de um representante russo. Porém, o governo de Vladimir Putin já manifestou não ter interesse no evento, que é visto pelo Kremlin como um projeto dos “democratas americanos”. Moscou disse não ser contra os esforços para o cessar-fogo na guerra, porém, argumenta que não participará da cúpula em território suíço, porque tal país teria abandonado sua histórica posição de neutralidade.
Em diferentes ocasiões, o Brasil votou na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) pela condenação da invasão à Ucrânia, mas também não endossou as sanções que foram emitidas contra a Rússia. O presidente Lula, por sua vez, já esteve no centro de diferentes polêmicas sobre o assunto. Em uma declaração, disse, por exemplo, que os Estados Unidos deveriam parar de “incentivar” o conflito e, em outro momento, afirmou que a decisão da guerra “foi tomada por dois países”. Na época, o Ministro de Relações Exteriores ucraniano, Oleg Nikolenko, declarou que a fala colocava “vítima e agressor na mesma balança”.
Rebatendo críticas, o presidente argumentou que o posicionamento brasileiro era claro, condenando a Rússia pela invasão. “O que o Brasil não quer é se alinhar à guerra. O Brasil quer se alinhar a um grupo de países que precisam trabalhar para construir a paz. Se todo mundo se envolve diretamente na guerra, a pergunta que eu faço é: quem é que vai conversar sobre paz?”, explicou.
Conforme a Suíça, que está organizando a Cúpula da Paz desde o início do ano, mais de 50 países já confirmaram presença no evento. No entanto, não foram divulgadas informações sobre quantos chefes de Estado comparecerão.

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