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Macron é condecorado com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul

sexta-feira, 29 de março 2024

O presidente da França, Emmanuel Macron, foi condecorado com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul nesta quinta-feira, 28. A honraria foi instituída em 1822 pelo imperador Dom Pedro II, como “Ordem Imperial do Cruzeiro” e, desde 1932 se destina exclusivamente a estrangeiros, sendo a mais alta condecoração que pode ser dada a um cidadão não-brasileiro. No início da tarde de ontem, o presidente francês foi recebido pelo chefe do Executivo nacional, Luiz Inácio Lula da Silva, e pela primeira-dama, Janja da Silva, em Brasília. A honraria foi concedida logo após a reunião bilateral que ocorreu entre os dois líderes. Macron, por sua vez, concedeu à Janja a insígnia da Legião de Honra no grau de oficial, que é a principal honraria de seu país e que já foi entregue a Lula no passado. O político francês está em território nacional desde a terça-feira, 26, quando ele e Lula visitaram a Ilha do Combú, na Floresta Amazônica, e participaram de uma reunião com indígenas. Houve também uma cerimônia que concedeu ao cacique Raoni Metuktire, líder do povo kayapó, a ordem do cavaleiro da Legião de Honra da França, destinada a cidadãos franceses ou a estrangeiros que se destacam no meio internacional. Durante sua passagem pelo Brasil, Macron participou ainda, do evento de batismo e lançamento do submarino Toneleiro, no Rio de Janeiro, uma embarcação que é fruto da parceria entre Brasil e França pelo Programa de Desenvolvimento de Submarinos (ProSub). Em São Paulo, o presidente francês marcou presença no Fórum Econômico Brasil-França, onde voltou a tecer críticas sobre o acordo que está sendo negociado entre o Mercosul e a União Europeia, ao qual a França se opõe. “O Mercosul é um péssimo acordo como ele está sendo negociado agora. Esse acordo foi negociado há 20 anos. Eu não defendo esse acordo. Não é o que queremos”, disse. O francês defendeu que o texto precisa ser completamente renegociado. “Deixemos de lado um acordo de 20 anos atrás e construamos um novo, mais responsável, prevendo questões como o clima e a reciprocidade”, sugeriu, reiterando uma visão já apresentada anteriormente sobre as negociações em curso com os países sul-americanos. É necessário destacar, contudo, que as falas do presidente contrariam o que acredita o governo brasileiro. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, por exemplo, declarou que “o Mercosul ampliou mais um país este ano, que é a Bolívia. Fizemos um acordo com Cingapura e houve conversas com a União Europeia. O presidente Lula sempre fala que tem que haver reciprocidade. É o ganha-ganha. Nós conquistamos mercado, nós abrimos o mercado”. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, por sua vez, havia garantido mais cedo que o Brasil vai continuar insistindo no assunto. “Não devemos desistir desse acordo. Se foi possível aprovar a reforma tributária depois de 40 anos, por que não, depois de 20 aprovar um bom acordo União Europeia e o Mercosul”, comparou. Venezuela Em coletiva de imprensa realizada no último dia de agenda de Macron no Brasil, Lula comentou sobre a situação política da Venezuela e classificou como “grave” o fato de que a candidata de oposição Corina Yoris não tenha conseguido se inscrever para concorrer à presidência contra Nicolás Maduro. “Não tem explicação jurídica, explicação política, você proibir um adversário de ser candidato. Aqui, é proibido proibir a não ser que tenha posição judicial. O Brasil vai tentar assistir essa eleição. Não quero nada melhor nem pior: quero que as eleições sejam feitas igual a gente faz no Brasil. Quem quiser participar participa”, opinou.

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